IA canina? Tecnologia pode ajudar a entender o que os cães dizem
Para quem sonha em conversar com seu pet como o Dr.
Dolittle ou vive se perguntando o que passa pela cabeça dele enquanto encara e late sem parar para aquele chinelo esquecido no canto da sala, a inteligência artificial (IA) pode estar mais perto de realizar esse desejo.
A tecnologia já está ajudando cientistas a investigar a comunicação animal por meio de sons, identificando padrões que podem revelar pistas sobre o que os bichinhos tentam expressar.
Com a capacidade de analisar milhares de gravações e identificar padrões difíceis de perceber pelo ouvido humano, a tecnologia pode revelar informações sobre emoções, comportamentos e interações entre diferentes espécies.
Mas traduzir a comunicação animal como fazemos com a linguagem humana ainda é um desafio.
Segundo Rytis Maskeliūnas, professor da Faculdade de Informática da Universidade de Tecnologia de Kaunas, na Lituânia, a área já é objeto de pesquisas.
O objetivo, porém, vai além de reconhecer latidos ou identificar quando um animal está agitado.
Os cientistas querem descobrir quais informações os sons carregam e como essas mensagens se relacionam com o contexto em que são produzidas.
Informações do portal Phys.org .
Para quem tem pressa IA pode identificar padrões acústicos associados a emoções e comportamentos de cães; Um estudo analisou latidos de pastores-alemães associados a quatro estados: felicidade, raiva, choro e solidão; O modelo Dog2vec foi treinado com mais de 6 mil horas de gravações de latidos; Reconhecer padrões sonoros não significa compreender o que os animais tentam comunicar; Baleias, golfinhos, elefantes e aves também são alvos de pesquisas sobre comunicação animal.
O que os latidos de um cachorro revelam? Em um estudo, Maskeliūnas e seus colegas investigaram se os sons de cães poderiam revelar informações sobre seu estado emocional.
Para isso, os pesquisadores reuniram gravações de pastores-alemães e analisaram quatro categorias definidas com base em avaliações de especialistas em comportamento animal: felicidade, raiva, choro e solidão.
A equipe dividiu os áudios em componentes de frequência e duração e extraiu características acústicas para treinar modelos de aprendizado de máquina.
Os resultados mostraram que os sons carregam informações estruturadas, permitindo que os pesquisadores identificassem latidos associados à raiva com um nível relativamente alto de confiabilidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em olhardigital.com.br — o conteúdo pertence a Olhar Digital.