Novo filme de J.J. Abrams mistura dinossauros e viagem no tempo
Na cena de abertura de O Fim da Rua, novo filme do cineasta David Robert Mitchell, um diálogo sobre Cosmos, clássica série documental de Carl Sagan, dita os rumos que o texto assinado pelo diretor do jovem clássico Corrente do Mal (It Follows, 2014) pretende seguir em uma reflexão entre o apego pragmático da ciência versus a fé em algum deus que lhe conceda um mínimo de conforto mental diante do caos de uma situação absurda.Na tal citação, o astrônomo e cientista planetário compara a existência dos seres humanos no mundo à fugacidade da vida de um inseto.
"Somos como borboletas que voam por um dia e acham que é para sempre”.Em seu roteiro que aborda propostas narrativas envolvendo o conceito astronômico dos buracos de minhoca, fendas temporais, viagem no tempo e coloca uma pacata família do começo dos anos 1980 diante da aparição de dinossauros e outros seres jurássicos na rua onde vivem, Mitchell apresenta fatos importantes de se frisar em tempos atuais.Em uma época na qual a imbecilidade oportunista de negacionistas e terraplanistas ganhou voz, a proposta de frisar que o brotar de uma planta que surge em um jardim na época atual seria algo improvável, uma vez que a extinção daquela espécie aconteceu há 200 milhões de anos se torna um ponto apropriado do momento em que o filme estreia.
Em um período no qual pessoas afirmam que a Terra existe há seis mil anos, é com um sorriso de canto de boca que essa cena é encarada.
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Abrams, o filme de Mitchell não ficaria restrito somente a discussões filosóficas voltadas a uma análise da existência dos seres humanos na Terra, tampouco manteria unicamente um clima de tensão sobrenatural que emulasse o mesmo que o diretor trouxe com maestria a seu filme de 2014, Corrente do Mal.Desta forma, a partir dessa ideia que parece oriunda de um episódio de The Twilight Zone, clássica séria batizada no Brasil de Além da Imaginação, o diretor do jovem clássico de terror de doze anos atrás cria um ritmo de aventura que se equilibra com esmero pelo mistério que o absurdo de sua trama oferece.
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