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Segurança é preso por agredir ciclista que morreu em Copacabana

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Segurança é preso por agredir ciclista que morreu em Copacabana

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu hoje o segundo homem suspeito de estar envolvidos no crime contra Cláudio Rafael Landeiro, que morreu após ser espancado em Copacabana .

Davi Santos Machado se entregou na 53ª DP (Mesquita). Havia um mandado de prisão contra ele. Suspeito é segurança e foi responsável por dar ao menos 30 pauladas na vítima, conforme mostrou imagens de câmera de um prédio na rua Felipe de Oliveira, em frente ao Edifício Helena.

Mais cedo, Jorge Luiz Ricardo Dias também se entregou na 12ª DP. Ele é apontado como um dos seguranças que abordou inicialmente Cláudio na rua Barata Ribeiro, achando que ele tivesse furtado uma bicicleta. Não há indícios, no entanto, de que ele tenha participado diretamente das agressões.

Anteriormente, Davi havia assumido a abordagem, mas negava ter participado do linchamento —o que está sendo contrariado pelas provas. "Quando reparei a bicicleta, perguntei se era dele, e ele disse que não era. Falei que só ia entregar a bicicleta quando aparecesse o dono, ele foi teimando, querendo levar, eu fui e dei um soco no braço dele", disse o homem ao site de notícias Zona Sul Urgente, depois de depor sobre o caso na segunda-feira.

Ele alegou também que dois entregadores tinham levado Cláudio para longe. "E não sei mais o que aconteceu lá. Estou sendo acusado por uma coisa que não fiz. Peço muito perdão por tudo o que aconteceu", declarou Davi na ocasião.

A polícia tenta agora identificar os dois outros homens envolvidos. "Os seguranças já foram identificados, agora falta identificar esses dois entregadores para fechar a investigação", falou o delegado Ângelo Lages à TV Globo nesta tarde.

O UOL tenta localizar as defesas de Davi e de Jorge. O espaço segue aberto para manifestação.

Bicicleta era de uma das irmãs de Cláudio, segundo a família. "Ele abordou meu irmão e supôs que ele era um ladrão, agrediu ele e deixou que outros homens o levassem para a rua Felipe de Oliveira, uma rua escura, para matá-lo", disse Fabiana Landeiro, uma das irmãs da vítima, em vídeo gravado e divulgado nas redes sociais.

Cláudio tinha transtornos psicológicos, conta os familiares. Ele fazia acompanhamento profissional. "Mesmo em meio a tantas dificuldades, eu sempre consegui enxergar a bondade e a vontade de viver que existia nele", disse uma prima dele em seu perfil social.

A vítima era conhecida como "Bart" em Botafogo. Em seu Linkedin, ele dizia ter sido assistente administrativo em meio período na Dataprev, vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.

"Ele saiu de casa para ser morto, espancaram até a morte", declarou a mãe dele. " Ele não é um bandido, não tem antecedentes criminais. Simplesmente acharam que ele era um bandido, mas pode ter certeza que quem fez mal ao meu filho não ficará impune", disse Ana Luísa Motta.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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