Disney processa regulador dos EUA por “campanha retaliatória” contra ABC
A Disney vai recorrer à justiça para defender a emissora de televisão ABC da pressão do governo Donald Trump.
Na terça-feira (18), a empresa de mídia entrou com uma ação judicial em um tribunal federal alegando que a FCC (Comissão Federal de Comunicações) de Trump está violando seus direitos da Primeira Emenda.
A ação judicial apresentada no Tribunal Distrital de Washington, D.C., alega que a administração “travou uma campanha retaliatória contra a ABC por um único motivo: desaprova o que a ABC transmite”.
A ação judicial surge em meio à investigação da FCC sobre o programa de entrevistas “The View”, da ABC, e ao desafio incomum que a agência reguladora apresenta às licenças das emissoras da ABC.
As emissoras estão sob a jurisdição da FCC porque transmitem em ondas de rádio públicas.
Leia Mais Usuários buscam mais tempo e dinheiro com auxílio da IA Cosan comunica intenção de deixar Bolsa de Nova York e manter ações na B3 OpenAI reduz ritmo de treinamento de IA para reforçar segurança após ataque O presidente da FCC, Brendan Carr, um aliado de Trump, tem investigado a Disney em várias frentes, incluindo políticas DEI, sigla para diversidade, equidade e inclusão.
Carr afirmou que a Disney pode estar cometendo “discriminação ilegal em relação à DEI”.
Os críticos de Carr afirmam que a DEI é um pretexto risível para o que realmente está acontecendo: uma campanha de pressão política liderada pelo presidente Trump.
O presidente tem criticado duramente a ABC (e outras emissoras) há anos.
Ele tem denunciado repetidamente os repórteres da emissora e defendido a revogação de suas licenças.
Em abril passado, quando os conservadores expressaram indignação com uma piada controversa feita pelo humorista Jimmy Kimmel, do programa de entrevistas noturno da ABC, Trump pressionou a emissora para demitir Kimmel.
Enquanto a ABC defendia o programa de Kimmel, Carr ordenou que fosse apresentada a documentação para a renovação antecipada das licenças de suas estações, embora as oito só vencessem dali a vários anos.
Carr afirmou que a coincidência de datas foi mera casualidade e que a revisão da licença estava relacionada à sua investigação sobre políticas DEI.
No entanto, o caso foi amplamente interpretado como uma forma de retaliação do governo por ter exibido o programa de Kimmel e por ter resistido à pressão de Trump.
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