Boa Safra lucra R$ 2,67 milhões em segundo trimestre atípico
A Boa Safra, empresa que atua na produção, beneficiamento e comercialização de sementes, divulgou nesta sexta-feira (14) o balanço financeiro referente ao segundo trimestre de 2026.
A empresa registrou um lucro líquido consolidado de R$ 2,67 milhões, resultado que reverte o prejuízo de R$ 2,74 milhões auferido no mesmo período do ano passado.
Segundo o CEO da companhia, Marino Colpo, o resultado é atípico para o período, já que o retorno sobre a atividade normalmente fica concentrado no segundo semestre.
“Os primeiros dois trimestres são coadjuvantes e nossos resultados estão concentrados no segundo semestre.
Dentro da possibilidade, entregamos um segundo trimestre muito bom, dentro das dificuldades que o agro tem passado, principalmente no setor de semestres”, afirmou.
A receita líquida da empresa totalizou R$ 124,6 milhões no período, um acréscimo de 23% frente ao registrado há um ano.
Em 2025, a receita da empresa no trimestre foi de R$ 101,2 milhões.
Leia Mais São Martinho tem alta de 64,6% no lucro lído do 4º tri São Martinho tem queda de 39% no lucro no início da safra 2026/27 Lucro líquido da MBRF cai 54,5% no primeiro trimestre de 2026 Colpo afirmou que a companhia conseguiu manter um desempenho positivo mesmo diante das dificuldades do setor.
“O lucro não é comum nos primeiros trimestres , e ainda assim conseguimos, as despesas são mais comuns nesse período, ainda assim geramos caixas e essa despesa foi menor.
O uso de caixa foi mais eficiente junto aos fornecedores”, disse.
O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 27,6 milhões, uma alta de 504% na comparação com o mesmo recorte do ano anterior, quando o indicador registrou R$ 4,58 milhões.
Para o CEO, a evolução reflete uma mudança de estratégia após o crescimento registrado pela empresa no ano passado.
“A empresa cresceu mais de 30% no ano passado e isso impactou nossas margens, esse ano contamos uma outra história, nosso foco agora é recuperar as margens, mantendo nosso market share”, destacou.
A dívida líquida consolidada encerrou o trimestre em R$ 620 milhões, uma redução de 23% ante os R$ 800 milhões do mesmo trimestre no ano anterior.
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