Pais criticam negligência no combate ao bullying em colégio onde aluno foi esfaqueado em Ribeirão Preto
Pais denunciam bullying em colégio particular que aluno foi esfaqueado em Ribeirão Preto Pais de estudantes do colégio onde um aluno esfaqueou um colega em Ribeirão Preto (SP) criticam a instituição por negligência no combate a episódios de bullying e cyberbullying.
Eles relatam que, em diferentes situações, funcionários da escola foram comunicados sobre casos de ofensas entre os estudantes, mas não tomaram providências.
Uma das mães, que preferiu não ser identificada, afirma que a filha de 16 anos teve o nome da escrito em um banheiro com a frase “gorda nojenta”, além de ser hostilizada com ofensas por alunos na escola.
Segundo ela, a coordenação foi avisada sobre o que aconteceu, mas não classificou os episódios como bullying. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "O coordenador falou que ela passar pelos colegas e eles fazerem som de vômito e xingar ela de espinhuda não era ofensa.
E aí, nesse dia do banheiro que apareceu escrito no banheiro, nós chamamos a polícia.
Nós fomos até a escola, porque a gente já não sabia mais a quem recorrer e o que fazer", disse.
Os relatos de bullying surgiram após o caso em que um estudante de 14 anos esfaqueou um colega, de 13, dentro do Colégio Itamarati, na última sexta-feira (21).
Em depoimento à Polícia Civil, o adolescente afirmou que agiu depois de ser alvo de ofensas em um grupo de WhatsApp.
Os pais dele alegam que a escola já tinha conhecimento das situações, mas não teria tomado providências.
O caso também é investigado pelo Ministério Público, que instaurou um inquérito civil para apurar se houve omissão da escola e para entender como o estudante teve acesso à faca, O g1 procurou o Colégio Itamarati, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.
Em nota anterior, a escola informou que desenvolve ações de prevenção e conscientização sobre bullying e cyberbullying e afirmou que conversas trocadas entre os alunos não configuram a prática de bullying dentro da unidade.
Fachada do Colégio Itamarati em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Ofensas começaram em grupo da escola Segundo a mãe da estudante, as ofensas começaram em um grupo de WhatsApp que reunia alunos de duas turmas do segundo ano do ensino médio e depois passaram a ocorrer também presencialmente.
Ela afirma que a filha era chamada de “gorda nojenta” e “espinhuda” pelos colegas e que eles faziam sons de vômito quando ela passava.
"Começou no WhatsApp, em um grupo que tem as duas salas do 2º ano do ensino médio.
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