terça-feira, 15 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Síria registra onda de protestos contra aumento no preço dos combustíveis Governo Trump prepara fim de limites às emissões de carbono de usinas fósseis Advogado de Vorcaro foi vice-presidente da CONIB, entidade que financiou viagem de André Mendonça O adeus de Isadora Duncan, militante socialista e pioneira da dança moderna Trump diz que Rússia e Ucrânia concordaram em não atacar alvos energéticos STF quebra sigilo de pagamentos feitos por Daniel Vorcaro e Banco Master Israel ataca sistematicamente palestinos e destrói condições de vida na Cisjordânia, diz organização Houthis fazem ofensiva contra base aérea saudita e avançam pela costa do Mar Vermelho ONG ligada a filme de Bolsonaro pagou R$ 3 mi à empresa investigada por possível elo com PCC Lula lidera primeiro turno e empata com Flávio Bolsonaro no 2º, diz Quaest Síria registra onda de protestos contra aumento no preço dos combustíveis Governo Trump prepara fim de limites às emissões de carbono de usinas fósseis Advogado de Vorcaro foi vice-presidente da CONIB, entidade que financiou viagem de André Mendonça O adeus de Isadora Duncan, militante socialista e pioneira da dança moderna Trump diz que Rússia e Ucrânia concordaram em não atacar alvos energéticos STF quebra sigilo de pagamentos feitos por Daniel Vorcaro e Banco Master Israel ataca sistematicamente palestinos e destrói condições de vida na Cisjordânia, diz organização Houthis fazem ofensiva contra base aérea saudita e avançam pela costa do Mar Vermelho ONG ligada a filme de Bolsonaro pagou R$ 3 mi à empresa investigada por possível elo com PCC Lula lidera primeiro turno e empata com Flávio Bolsonaro no 2º, diz Quaest
Últimas

Comitê Gestor: ápice do federalismo

UOL Notícias ·
Comitê Gestor: ápice do federalismo

Reforma tributária para leigos e especialistas; com apoio de MaisProgresso.org

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Professor da FGV, fundador do CCiF e do NEF/FGV e coautor intelectual da PEC 45/2019

A Federação é a mais antiga cláusula pétrea do Brasil. Antes do voto, antes da separação dos Poderes, foi a forma federativa que o constituinte de 1891 blindou contra o Congresso. A escolha não foi acaso. Nasceu frágil, e a petrificação foi a certidão que reconheceu essa fragilidade.

A Carta de 1824 não conheceu Federação. Impôs monarquia unitária, província sem autonomia, poder concentrado no centro imperial. Raymundo Faoro chamaria esse padrão de patrimonialismo: o centro retém as bases tributárias, os governos locais recebem encargos.

Em 1889, República e Federação nasceram gêmeas. O Decreto nº 1 as proclamou juntas; a Constituição de 1891 as blindou juntas, vedando ao Congresso deliberar sobre a forma republicano-federativa. Federação que nasce do centro, por devolução, pode ser reabsorvida pelo centro. Foi o que aconteceu.

Em 1937, a Federação desapareceu da Carta e desapareceu da vida: governadores substituídos por interventores, bandeiras estaduais queimadas em praça pública. Em 1946, a Federação voltou ao papel, com a inovação de Aliomar Baleeiro: normas gerais editadas pela União para harmonizar a diversidade dos entes.

Em 1967 e 1969, a forma federativa permaneceu pétrea no texto e esvaziada na prática: ICM tutelado, política tributária ditada pelo centro. Ferdinand Lassalle explicaria: cláusula pétrea sem respaldo nos fatores reais de poder é apenas folha de papel.

A Constituição de 1988 tentou reverter dois séculos de pêndulo. Manteve a Federação como cláusula pétrea, agora mais protegida que a própria República. Elevou o Município a ente federativo, inovação sem paralelo no mundo. O STF (Supremo Tribunal Federal), desde a ADI 2024, fixou o critério: protege-se o núcleo essencial da autonomia dos entes, não a fotografia histórica das competências de 1988.

Mas, na tributação do consumo, 1988 trocou um problema por outro: da unidade sem autonomia para a autonomia sem unidade. Vinte e sete legislações estaduais e mais de 5.000 municipais, cada uma com seu ICMS ou seu ISS, transformaram o território em balcão de negociação. A guerra fiscal foi a face contemporânea da mesma doença: o pacto federativo voltado contra si mesmo.

Chamo esse fenômeno de assombração federativa. Não é inimigo externo; é o próprio sistema, mal desenhado, que se pune. Durante dois séculos alternamos os polos sem jamais encontrar equilíbrio: ora o centro engolindo a autonomia, ora a autonomia devorando a unidade.

A Emenda Constitucional 132/2023 rompeu o pêndulo. Não com mais um decreto de centralização, nem com mais uma rodada de fragmentação, mas com uma instituição: o Comitê Gestor do IBS. Pela primeira vez em 135 anos de história republicana, a cláusula pétrea da Federação ganhou um motor.

O desenho é preciso. Estados e Municípios passam a exercer juntos a competência sobre o novo imposto: não mais uma fatia cada um, separadamente, mas o exercício compartilhado da mesma competência.

Ler a notícia completa no UOL Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

Mais de UOL Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›