Iphan autoriza avanço de obras do metrô de Salvador até o Campo Grande
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorizou a realização de pesquisa arqueológica na área de implantação do Tramo IV, expansão sul da Linha 1 do Sistema Metroviário Salvador-Lauro de Freitas.
A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 10.O projeto foi realizado pela Companhia de Transportes da Bahia (CTB) e prevê a execução do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico na área das obras.
A autorização tem validade de seis meses.O arqueólogo Plácido Cali foi indicado como coordenador do projeto, enquanto Emanuel Victor Gomes Teixeira Alcântara ficará responsável pela coordenação de campo.
O Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da Universidade do Estado da Bahia (LAP/UNEB), campus VII, foi indicado como instituição de endosso institucional.
Parecer técnico aprovou projetoEm parecer obtido pelo portal A TARDE, o Iphan considerou atendidos os requisitos documentais necessários à autorização da pesquisa.
Entre os itens avaliados estão a comprovação de idoneidade financeira, o cronograma de execução, a qualificação dos profissionais responsáveis e a indicação de uma instituição para guarda e conservação do material arqueológico.O documento também registra que o projeto já havia recebido parecer favorável de um arqueólogo e validação da Superintendência do Iphan, que encaminhou o processo ao Centro Nacional de Arqueologia (CNA) para publicação da portaria.Sítio arqueológico revelou vestígios da elite baianaA autorização ocorre no contexto das pesquisas arqueológicas relacionadas à expansão do metrô, que identificaram vestígios do cotidiano da elite baiana que viveu na região do Campo Grande durante o século XIX.Um dos achados foi um sítio arqueológico de 188,41 metros quadrados, localizado na área onde funcionava a antiga Fundação João Fernandes da Cunha (JFC), nas proximidades do Largo do Campo Grande.Entre os 235 bens móveis identificados estão louças inglesas e portuguesas, porcelanas, garrafas de bebidas, frascos, ossos e outros materiais.
Os objetos ajudam a compreender hábitos de consumo, alimentação e práticas cotidianas dos moradores das antigas residências e dos palacetes da região.A maior parte dos vestígios é datada da segunda metade do século XIX e corresponde a um antigo depósito de descarte doméstico.
A concentração e a diversidade dos materiais permitem aos pesquisadores relacionar os achados ao cotidiano das famílias que ocupavam a área durante um período de transformação urbana de Salvador.Os documentos que detalham a descoberta foram obtidos pela reportagem do portal A TARDE junto ao Iphan.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.