Mailza evita prazo para rastreabilidade do gado e diz que Estado ainda não tem condições
A candidata à reeleição ao governo do Acre, Mailza Assis (Progressistas), afirmou nesta segunda-feira, 24, durante sabatina do ac24horas , que a implantação da rastreabilidade do rebanho bovino prevista em seu plano de governo ainda precisa ser estudada e discutida com o setor produtivo antes de ser colocada em prática no estado.
Questionada sobre a possibilidade de implantar o sistema durante os quatro anos de uma eventual nova gestão, Mailza não estabeleceu um prazo para a medida e reconheceu que o Acre ainda não teria condições de adotá-la imediatamente.
“Não, isso aí precisa ser estudo, precisa ter um diálogo, precisamos preparar o Estado para isso, porque nós não temos, no momento, condições para isso. Então, claro que a gente precisa, isso precisa entrar numa discussão”, afirmou.
A rastreabilidade do gado é apontada no plano de governo como uma medida relacionada à vigilância agropecuária e ao controle do rebanho. O tema, porém, é considerado sensível pelo setor produtivo, que avalia que a implantação sem uma estrutura adequada poderia criar dificuldades para a atividade pecuária no Acre.
“Como governo do Estado, a gente precisa atender dois segmentos. Tanto o segmento do comércio como o segmento da produção. Mas o mundo caminha para isso, né? As nossas leis ambientais, toda essa questão de conservação, de preservação, de cuidado com o meio ambiente, canaliza para esta rastreabilidade, para esse controle do rebanho, para esse controle da venda de tudo isso. Então, é sensato a gente começar a pensar nisso. Por isso foi para o plano de governo”, ressaltou.
Segundo a candidata, a adoção de mecanismos de rastreamento está relacionada não apenas às questões ambientais, mas também à necessidade de adequação da produção acreana às exigências do mercado.
“Por quê? Como nós temos uma lei ambiental fortíssima, que é discutida todos os anos nas conferências, na Semana do Clima e tudo que envolve meio ambiente, tudo que a gente pensar no sentido de comércio, principalmente que envolve a proteína, que envolve criação, que envolve produção agrícola ou de média ou pequena ou grande escala, vai precisar se adaptar, vai precisar entrar num eixo de controle das leis ambientais que regem praticamente o mundo todo”, finalizou.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
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