Aeroportos do Brasil já têm 23 salas multissensoriais para passageiros neurodivergentes
Os aeroportos de Belém (PA) e Salvador (BA) inauguraram salas multissensoriais para passageiros neurodivergentes, ampliando a oferta de espaços de acolhimento nos terminais brasileiros.
Com as novas unidades, o país passa a contar com 23 salas e espaços de acomodação em aeroportos, voltados a pessoas que precisam de ambientes com menos estímulos durante a viagem.
Os espaços oferecem recursos para ajudar a reduzir o estresse e proporcionar mais conforto antes do embarque, especialmente para passageiros com transtorno do espectro autista (TEA) e outras condições que podem envolver diferenças no processamento sensorial.
Como funcionam as salas sensoriais nos aeroportos No Aeroporto de Belém, a sala fica na área de embarque, em frente ao portão 3, e funciona 24 horas por dia.
O ambiente conta com balanço adaptado, tubos de bolhas luminosas, pufes, piscina de bolinhas, espumas e poltronas.
O espaço também tem um painel integrado ao sistema de informações de voos, permitindo que os passageiros acompanhem os horários de embarque sem precisar ficar expostos aos anúncios sonoros do terminal.
Em Salvador, a sala integra o Programa Lumi e fica na área restrita do aeroporto, próxima aos portões 18 a 26.
O funcionamento é das 8h às 22h.
O local oferece objetos sensoriais e recursos voltados ao conforto e à percepção corporal, além de medidas para tornar a experiência de viagem mais previsível.
O programa inclui ainda capacitação de profissionais e melhorias na sinalização e no atendimento a passageiros com diferentes necessidades.
Quais aeroportos têm salas multissensoriais? Além de Belém e Salvador, os espaços estão disponíveis nos aeroportos de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Congonhas, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Natal, Porto Alegre, Recife, São Luís, Teresina, Vitória, Viracopos, Santos Dumont e Galeão.
O Aeroporto de Galeão, no Rio de Janeiro, também aparece entre os terminais com espaços de acomodação, assim como os aeroportos de Marabá (PA) e Ponta Porã (MS).
A ampliação das salas começou a ganhar escala nacional em 2024, por meio de uma parceria entre o governo federal, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e os operadores aeroportuários.
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