Ibovespa vê rali perder força, amarga 3ª queda seguida e se afasta dos 209 mil pontos
Ibovespa vê rali perder força, amarga 3ª queda seguida e se afasta dos 209 mil pontos A euforia que levou a Bolsa brasileira a renovar máximas históricas na semana passada parece ter encontrado um adversário à altura: a incerteza eleitoral.
O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (15) em queda de 1,06%, aos 204.324,26 pontos, acumulando três pregões consecutivos no vermelho e ampliando a distância para o recorde de fechamento acima dos 209 mil pontos.
A realização de lucros ganhou força em meio à repercussão da pesquisa Quaest, às discussões sobre o fim da escala 6×1 e aos sinais de desaceleração da economia brasileira.
O movimento também atingiu o câmbio, com o dólar avançando mais de 1% e voltando a superar os R$ 5,08.
O contraste com a semana passada é significativo.
Depois de disparar 8,82% em cinco sessões, o índice passou a devolver parte dos ganhos, enquanto investidores aguardam novos levantamentos eleitorais para recalibrar suas expectativas sobre o segundo turno.
Na economia, os indicadores também não ajudaram.
As vendas no varejo cresceram menos que o esperado em agosto, reforçando os sinais de desaceleração já observados na indústria e nos serviços.
Diante desse cenário, a Suno Research projeta estagnação da atividade econômica no terceiro trimestre e crescimento de 1,8% do PIB em 2026.
Maiores altas e baixas Quem precisou de recuperação foi o setor imobiliário.
Direcional (DIRR3) despencou 9,26%, após divulgar queda nas vendas e nos lançamentos trimestrais.
Magazine Luiza (MGLU3) perdeu 4,24%, apesar de ainda acumular valorização próxima de 40% em outubro.
Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,78%, enquanto Itaú (ITUB4) e Petrobras (PETR4) recuaram 1,29% cada.
Vale (VALE3) perdeu 0,45%, acumulando a sétima queda em oito pregões, pressionada pelo minério de ferro.
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