A escolha difícil é do Estadão
Uma assessora do senador Flávio Bolsonaro negociou com Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, a destinação de quase R$ 200 mil em emenda parlamentar.
Calixto foi depois condenado por integrar uma organização criminosa ligada aos irmãos Brazão, mandante do assassinato de Mariele Franco.
É esse o fato recente que abre o editorial publicado pelo Estado de S.
Paulo nesta quinta-feira, 23 de setembro de 2026 .
O jornal recapitula outros episódios da trajetória do candidato e conclui que sua candidatura traz o “risco da ascensão das milícias ao topo do poder da República”.
É uma advertência grave, sobretudo por vir do jornal que, em 8 de outubro de 2018, apresentou a disputa entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro como “Uma escolha muito difícil” .
Naquela ocasião, o próprio Estadão descreveu Jair como “o truculento apologista da ditadura militar”.
Haddad virou “o preposto de um presidiário”.
A primeira expressão apontava um risco para a democracia.
A segunda procurava transformar a ligação de um candidato com Lula em risco da mesma ordem.
Haddad não era um figurante.
Professor da USP, ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo , tinha uma trajetória pública a ser examinada e criticada.
Jair Bolsonaro também tinha a sua: a defesa da ditadura e a homenagem a um torturador não foram descobertas depois da eleição.
Em 2018, ninguém podia prever cada ato de seu futuro governo.
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