Rússia relata ataques ao sistema de votação no segundo dia de eleições parlamentares
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As autoridades da Rússia relataram ataques a sistemas de votação e de comunicação em todo o país neste sábado (19), segundo dia das eleições parlamentares que o Kremlin trata como teste do apoio popular à guerra na Ucrânia .
Trata-se da primeira eleição para a Duma Estatal —órgão equivalente à Câmara dos Deputados — desde que Moscou iniciou o conflito contra Kiev , em fevereiro de 2022. A expectativa é de que o pleito mantenha o domínio do partido governista Rússia Unida, do presidente russo Vladimir Putin .
A maioria dos candidatos contrários à guerra foi excluída das cédulas antes do início da votação nos 11 fusos horários da Rússia devido a uma decisão da Suprema Corte, segundo a qual o partido liberal Yabloko —que defende um cessar-fogo na Ucrânia— teria violado as regras eleitorais, acusação que a sigla nega.
Alguns candidatos do Yabloko, no entanto, ainda disputam círculos eleitorais uninominais, responsáveis por metade das 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo. Tradicionalmente, o partido registra índices de votação de apenas um dígito.
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As autoridades afirmam que, apesar do forte ataque contra o sistema de votação online durante a noite, a situação está sobre controle. A presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, disse à mídia estatal que a ofensiva continua, mas está sendo repelida com sucesso.
O Ministério do Desenvolvimento Digital da Rússia afirmou à mídia estatal que registrou uma tentativa de sabotagem contra linhas de comunicação no Extremo Oriente do país, mas que o ataque foi frustrado e todas as comunicações foram restabelecidas. Antes, sem apresentar provas, Putin acusou a Ucrânia de tentar interferir na votação.
O comparecimento às urnas era de 32,58% em todo o país até as 14h no horário de Moscou (8h no horário de Brasília), segundo dados da Comissão Eleitoral Central citados pela mídia estatal.
Na região separatista pró-Rússia da Transnístria, na Moldávia, a eleição provocou uma disputa diplomática devido às objeções do governo moldavo ao plano do Kremlin de abrir 15 seções eleitorais para cidadãos russos no território.
Moscou afirma que os 220 mil moradores da Transnístria, uma estreita faixa de terra que se separou da Moldávia em 1990, no fim do regime soviético, têm passaportes russos e direito a voto.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mundo.