'Hope - O primeiro impacto' abre mão de melhor abertura do ano por ficção científica batida; g1 já viu
"Hope - O primeiro impacto" tem a melhor sequência de abertura de 2026.
A primeira hora do novo filme de Na Hong-Jin, diretor do excelente "O lamento" (2016), é um cartão de visitas raro, uma perseguição alucinada e tensa atrás de uma criatura misteriosa e letal que destrói um pequeno vilarejo.
De fato, a qualidade do começo da obra que estreia nesta quinta-feira (8) no Brasil é tão grande, tão "absolute cinema" (como dizem os jovens por aí), que potencializa o tombo da segunda metade.
Não deixa de ser impressionante a queda livre em espiral da transição meio inexplicável de gêneros, de thriller de monstro – com toques da comédia cínica típica do cinema coreano – aos clichês mais cansados da ficção científica.
Ao final, a tentativa de construir a fundação para uma provável grande saga cósmica gera um diálogo tão batido que chega a parecer de propósito, algum tipo de comentário metalinguístico sobre filmes de verão descerebrados.
Assista ao trailer de 'Hope - O primeiro impacto' O problema é que, a essa altura, é difícil vender uma certa intencionalidade – mesmo que acidental – para um público afogado em questionamentos como: Como um filme tão bom ficou tão bobo?; por que apostar bem na pior parte da história para uma sequência?; e essas são as vozes dos astros hollywoodianos (e casal na vida real) Michael Fassbender ("Código preto") e Alicia Vikander ("Tomb Raider: A origem")? (R: são, sim.) O primeiro impacto Em "Hope", o diretor e roteirista Na acompanha o delegado (Hwang Jung-min) de um pequeno vilarejo de pescadores na Coreia do Sul, enquanto ele tenta descobrir qual predador misterioso estraçalhou um boi no meio da estrada.
Rapidamente, a investigação evolui para uma caçada desesperada por uma criatura que deixa um rastro de destruição e sangue e vísceras por onde passa.
Difícil encontrar defeitos nesses primeiros momentos.
Talvez seja possível criticar a computação gráfica usada para o monstro, sei lá.
Mas todo o resto é provavelmente o melhor que o cinema possa oferecer em 2026.
Hwang Jung-min e Hoyeon em cena de 'Hope - O primeiro impacto' Divulgação Ao replicar a atmosfera bucólica de "O lamento", tranquilamente um dos melhores filmes de terror do século, o cineasta subverte expectativas ao imprimir um ritmo alucinante logo nos primeiros minutos – e oferecer pouquíssimos respiros para o espectador.
Com um elenco de primeira encabeçado por Hwang e a fotografia nervosa de Hong Kyung-pyo, dupla com quem trabalhou em sua obra-prima, Na constrói tensão a cada esquina do povoado destruído, a cada barulho na parede ao lado, a cada rajada de tiros distante.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pop & Arte.