Dólar mantém maior cotação em 18 meses diante de tensões no Golfo e inflação nos EUA
NOVA YORK, 12 Out (Reuters) – O dólar se manteve na maior cotação dos últimos 18 meses nesta segunda-feira, apoiado pela demanda por ativos de refúgio, à medida que ataques se intensificaram no Oriente Médio no fim de semana, mantendo os investidores cautelosos antes da divulgação de dados importantes sobre a inflação nos Estados Unidos no final desta semana.
O índice do dólar, que acompanha a moeda norte-americana em relação a seis outras divisas, subiu 0,37%, para 102,58, o maior nível desde abril de 2025.
Os preços do petróleo apresentaram volatilidade depois que os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, intensificaram ataques à Arábia Saudita, e dois petroleiros foram atacados no fim de semana.
Os futuros do petróleo Brent subiram 2,3%, para US$107,17 o barril, aproximando-se da maior cotação em duas semanas.
Os ataques ofuscaram o anúncio feito no domingo pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um cessar-fogo no setor energético entre Ucrânia e Rússia, que parecia estar em risco desde o início, já que Kiev acusou a Rússia de violar o cessar-fogo durante a madrugada desta segunda-feira.
O petróleo Brent ainda está quase 45% acima do nível em que se encontrava antes do início da guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irã.
Enquanto isso, a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, afirmou nesta segunda-feira que o Federal Reserve deveria adotar “relativamente rápido” uma política restritiva para controlar a inflação, que ela considera mais generalizada.
Investidores vêm aumentando suas posições otimistas em relação ao dólar, que, na semana encerrada em 7 de outubro, totalizaram cerca de US$36 bilhões, ante US$8,4 bilhões há três semanas, em grande parte às custas do euro.
Leia também Petróleo sobe com ataques houthis contra sauditas e falha de cessar-fogo na Ucrânia Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 1,84% (US$ 1,93), a US$ 106,65 o barril “Não estamos convencidos de que essa última onda de aversão ao risco se traduzirá em uma valorização sustentada do dólar”, disse Joel Kruger, estrategista de mercado do LMAX Group em Londres, citando dados econômicos em desaceleração, pressões inflacionárias em moderação e o fato de que grande parte dos aumentos esperados nas taxas do Fed já está precificada no mercado.
“Vemos espaço limitado para uma alta adicional do dólar.” INFLAÇÃO DOS EUA O relatório de inflação ao consumidor dos EUA a ser divulgado na quarta-feira, uma das últimas publicações econômicas importantes antes da reunião de política monetária do Fed neste mês, pode ser fundamental para determinar a direção do dólar no curto prazo.
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