Dólar sobe a R$ 5,19 e Bolsa emenda 8ª queda com desconfia fiscal
O dólar subiu nesta quinta-feira (13) a R$ 5,193, na quarta alta seguida, para a maior cotação em mais de um mês, influenciado pela saída de recursos estrangeiros da Bolsa, que recuou pelo oitavo pregão consecutivo, em meio às incertezas sobre juros nos Estados Unidos e o controle das contas públicas no Brasil.
Dólar ronda maior cotação em mais de um mês. A moeda dos Estados Unidos fechou negociada no comercial para a venda a R$ 5,193, variação de mais 0,25% ante fechamento de ontem . É a maior cotação de fechamento desde 2 de julho (R$ 5,208).
Moeda americana já vem de três sessões seguidas de alta ante o real. Nesta semana, a divisa saltou de R$ 5,08 para R$ 5,18, variação da ordem de 2%. Segundo profissionais de mercado, dois fatores têm atuado como principais causas: expectativa de aumento de juros nos Estados Unidos neste semestre e preocupação com a trajetória da dívida pública brasileira.
Ibovespa emendou oito pregões seguidos de baixa. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 chegou a subir cerca de 0,56% às 11h, para 168.433 pontos, mas perdeu força ao longo do dia. Faltando 20 minutos para o fim da sessão, o Ibovespa cedia 0,27%, para 167.098 pontos, menor patamar desde 20 de janeiro (166.276 pontos).
Bolsa brasileira atravessa ciclo negativo com saída de recursos estrangeiros. A tendência é influenciada pela atuação dos investidores internacionais, que respondem por cerca de 60% do giro diário de negócios. Neste mês, o saldo líquido — aportes ante saques — está negativo em R$ 7,5 bilhões. No acumulado do ano, ainda há superávit, de R$ 33,8 bilhões.
Projeção de aumento de juros nos Estados Unidos impacta fluxo de capitais no mundo. O cenário de taxas maiores na economia americana aumenta o rendimento dos títulos do governo do país, atraindo mais recursos globais. Isso fortalece o dólar e reduz o direcionamento de aplicações para outros países, como o Brasil.
Divulgação de inflação americana abaixo do esperado aliviou parte da aversão a risco. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos ficou estável em julho ante junho, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Departamento do Trabalho do país. Na comparação anual, o PPI avançou 4,7% em junho. Analistas consultados pela FactSet previam alta mensal de 0,1% e acréscimo anual de 4,9%.
O dado deu algum certo conforto de que a inflação segue na direção esperada pelo Fed e reforça aposta de que eventual alta de juros não deve ocorrer na próxima reunião, ficando para outubro ou dezembro. Vitor Kayo, economista sênior na Nomad
Projeto aprovado no Congresso ontem à noite amplia dúvidas sobre política fiscal. O Senado aprovou a proposta 114/2026 , que permite cortar tributos sobre combustíveis e amplia incentivos a fertilizantes, minerais críticos, defesa, saúde e à Copa do Mundo Feminina de 2027. O texto permite que despesas de até R$ 7,5 bilhões com a Defesa Nacional fiquem fora do limite do arcabouço fiscal em 2026 e antecipa R$ 3 bilhões em recursos orçamentários de 2027 para este exercício.
Receio de aumento da dívida pública brasileira também impactou juros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.