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SAF do Avaí: esperança de dinheiro novo, dúvidas antigas

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SAF do Avaí: esperança de dinheiro novo, dúvidas antigas

A negociação com a Kactus Capital renova a esperança de aliviar a crise financeira no Avaí, mas os prazos iniciais não cumpridos, ainda geram desconfiança

A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) tornou-se a palavra de ordem no futebol brasileiro. Apresentada quase como uma solução mágica para clubes sufocados por dívidas históricas, a transformação em empresa traz a promessa de gestão profissional, aportes financeiros e dias melhores.

No entanto, a teoria muitas vezes esbarra em uma prática marcada por incertezas e falta de clareza. Olha o exemplo até aqui do Figueirense que é SAF desde dezembro de 2021.

No Avaí, a promessa da SAF oscila diariamente entre o alento de um futuro próspero e a desconfiança gerada pelo atraso nos prazos estipulados. O colega JP Bianchi, da Jovem Pan News Floripa, trouxe recentemente uma informação bastante relevante sobre os bastidores da Ressacada.

Bianchi tratou do fato de que Rafael Dantas, representante do fundo Kactus Capital, reuniu-se com o elenco azurra na véspera do confronto decisivo contra o Atlhletic. A Kactus Capital, vale lembrar, é a empresa que está negociando a compra de 90% das ações da SAF Avaiana, mas que ainda não assinou o contrato definitivo. Nessa conversa com os atletas, o executivo teria prometido quitar parte dos salários atrasados nos próximos dias.

E que a nova previsão para a assinatura final do acordo agora é o fim deste ano, independentemente de o clube conseguir se manter na Série B do Campeonato Brasileiro ou acabar amargando um rebaixamento. Por um lado, saber que há um investidor disposto a injetar recursos e honrar os compromissos imediatos traz um sopro de alívio para os corredores da Ressacada.

Os jogadores precisam de tranquilidade financeira para trabalhar , e o torcedor quer ver o time focado apenas no desempenho esportivo. Por outro lado, a forma como o processo vem sendo conduzido deixa lacunas. A principal reclamação de quem acompanha o Leão da Ilha de perto é a falta de transparência deste processo.

Quando o projeto da SAF foi levado à votação, os conselheiros do clube analisaram uma minuta contratual com a expectativa clara de que a transação seria concluída no prazo de 60 a 90 dias, período destinado à auditoria financeira e jurídica (due diligence).

Esse prazo já expirou, e o discurso oficial mudou: a meta agora passou para o final deste ano. Promessas feitas e não cumpridas na data prevista são o combustível perfeito para alimentar a desconfiança, especialmente em um ambiente que já vive sob forte pressão.

Menos mal que o Avaí tem sua recuperação judicial já feita e sendo paga, como também a transação tributária e, a expectativa é que a Kactus cumpra o prometido.

Dentro de campo, o reflexo do desgaste institucional é evidente. O Avaí se vê em uma situação delicada na tabela , somando apenas 37 pontos e observando adversários diretos como Ceará e Náutico abrirem uma vantagem perigosa, ambos na casa dos 43 pontos.

Para reagir nas rodadas finais e evitar o pior, o clube precisa urgentemente estruturar o seu extracampo. Futebol não se faz apenas com a bola rolando; exige estabilidade, planejamento e respeito a prazos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em ndmais.com.br — o conteúdo pertence a ND+.

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