A regra dos 10 mil passos por dia está errada? Novo estudo responde
10 mil passos por dia se tornou uma das metas mais conhecidas para quem quer cuidar da saúde. O número aparece em relógios, celulares e aplicativos e pode passar a impressão de que existe uma espécie de linha de corte. Abaixo dela, pouco se ganha; acima dela, a saúde estaria garantida.
A ciência não estabeleceu os 10 mil passos como uma quantidade obrigatória para obter benefícios.
O número se popularizou no Japão na década de 1960, associado à comercialização de um pedômetro (aparelho que conta os passos), e só depois passou a ser usado amplamente como referência de atividade física.
Pesquisas mais recentes mostram que é possível obter benefícios mesmo com quantidades menores de passos.
Não chegar aos 10 mil passos em um dia não significa que a atividade física não trouxe benefícios. Pesquisas anteriores já mostraram que, em geral, quanto mais uma pessoa caminha, menor é o risco de morrer.
Mas isso não quer dizer que seja preciso buscar cada vez mais passos. Depois de certo ponto, os benefícios tendem a aumentar menos.
Ou seja, ficar abaixo dos 10 mil passos não torna a caminhada inútil. Uma quantidade menor também pode fazer parte de uma rotina mais ativa.
É justamente essa questão que um novo estudo publicado no British Journal of Sports Medicine investigou.
Os pesquisadores acompanharam 64.743 adultos de meia-idade por cerca de oito anos. Antes disso, os participantes usaram um dispositivo durante sete dias para registrar seus passos.
Os resultados mostraram que um ritmo mais acelerado esteve associado a um menor risco de morte , principalmente entre quem dava menos de 7.500 passos por dia.
Para avaliar o ritmo, os pesquisadores consideraram os 30 minutos mais ativos de cada dia , quando cada participante caminhava mais.
Na análise, algumas combinações de quantidade de passos e ritmo estiveram associadas a até 43% menos risco de morte por qualquer causa .
Aumentar aos poucos a quantidade de passos é uma boa estratégia. E, para quem tem pouco tempo, incluir alguns momentos de caminhada mais acelerada também pode ajudar a tornar a rotina mais ativa.
Não é preciso correr. Em uma caminhada mais intensa, a respiração fica mais rápida e o corpo aquece, mas ainda é possível conversar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.