Jorge Viana critica avanço do “bolsonarismo” e diz que Acre está “à venda”
O ex-senador Jorge Viana (PT) afirmou que o Acre vive um processo de “desenraizamento” político e criticou o avanço do bolsonarismo no estado.
Em entrevista ao Gazeta Entrevista, nesta terça-feira (20), o petista disse lamentar o resultado das eleições, comentou a escolha dos eleitores e afirmou que candidatos eleitos não teriam a mesma ligação histórica com o Acre que lideranças que perderam a disputa.
“Eu queria tanto que o meu estado, que o nosso estado, não tivesse se entregado ao bolsonarismo, porque, para mim, direita é uma coisa, bolsonarismo é outra coisa”, declarou.
Viana explicou que se considera um acreano de raízes familiares no estado e usou essa ligação para justificar os comentários ao resultado eleitoral.
“Eu falo assim porque eu sou acreano raiz, cara.
Eu posso falar”, afirmou durante a entrevista.
O ex-senador disse que o fenômeno vai além de uma insatisfação com os políticos que já ocuparam cargos públicos.
Para ele, há um afastamento da população em relação à história, à identidade e às referências políticas do Acre.
“Por que que aqui no Acre o pessoal está preferindo votar em gente que apareceu aqui outro dia e esquece quem é acreano raiz do pé rachado?”, perguntou.
O petista também relacionou esse cenário à permanência de grupos políticos no poder.
Durante a conversa, lembrou que Tião Bocalom, Mailza Assis e Alan Rick estiveram ligados ao grupo político do governador Gladson Cameli e afirmou que esse campo já está à frente do governo estadual há oito anos.
“Você tinha o Bocalom, você tinha a senhora Mailza e o Alan Rick.
Eles três eram do governo do Gladson.
Então eles já estão governando há oito anos”, declarou, ao comentar a avaliação feita durante a campanha eleitoral.
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