Multinacional norueguesa investe R$ 439 milhões em nova usina solar no Brasil
A Scatec iniciou sua operação em Minas Gerais com o complexo solar Rio Urucuia, instalado no Vale do Jequitinhonha.
O empreendimento representa a primeira usina da empresa norueguesa no estado e a terceira da companhia no Brasil, após um investimento de R$ 439 milhões.Com capacidade instalada de 142 MW, a unidade foi projetada para produzir 321 GWh de eletricidade limpa por ano.
Segundo os dados do empreendimento, a geração tem potencial para atender ao consumo de aproximadamente 120 mil residências e evitar a emissão de 21 mil toneladas de CO2 anualmente.A estrutura ocupa uma área equivalente a 550 campos de futebol.
No local, foram instalados cerca de 202 mil módulos solares, além de 1,3 milhão de metros de cabos elétricos.Tecnologia empregadaO complexo conta ainda com uma estrutura voltada ao acompanhamento das condições de operação e da geração de energia.
Entre os equipamentos estão transformadores de potencial capazes de medir seis tensões e cinco transformadores de corrente, responsáveis por fornecer dados utilizados no cálculo de energia.A usina também possui quatro estações meteorológicas.
Os equipamentos coletam informações como temperatura ambiente, velocidade e direção dos ventos, temperatura dos painéis e radiação solar, tanto no plano horizontal quanto nas superfícies inclinadas das estruturas que sustentam os módulos, conhecidas como trackers.Para a Scatec, a permanência no território está associada ao ciclo de operação da usina e à relação com as comunidades próximas.“Trabalhamos com projetos de longo prazo.
Estimamos que estaremos ao lado das comunidades locais por, pelo menos, três décadas seguidas.
Esse é o ciclo de uma usina solar.
Por isso mesmo, queremos alcançar níveis de excelência tanto na geração de energia quanto no que diz respeito à segurança da planta.
Outro objetivo é cultivar as melhores relações com nossos vizinhos, impactando positivamente as populações do nosso entorno”, afirma o country manager da Scatec no Brasil, Aleksander Skaare.Energia será comercializada no mercado livreA comercialização da energia produzida pelo Rio Urucuia seguirá um modelo dividido entre contratos e operações no mercado de curto prazo.A maior parte da produção prevista, cerca de 75%, será destinada à Statkraft por meio de um contrato de compra e venda de energia (power purchase agreement – PPA) com duração de dez anos.
A parcela restante poderá ser negociada no mercado de curto prazo e por meio de PPAs de curto, médio e longo prazo.Segundo Skaare, a existência de um contrato principal contribui para a estruturação financeira do empreendimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.