Com produção em alta, MS precisa tirar cargas das rodovias, diz Azambuja
O crescimento da produção agroindustrial de Mato Grosso do Sul pressiona uma infraestrutura de transporte ainda fortemente dependente das rodovias.
Diante do aumento do volume de grãos, minérios e outros produtos, o ex-governador e candidato ao Senado Reinaldo Azambuja defende que o próximo governo federal coloque a recuperação das ferrovias e o fortalecimento das hidrovias entre as prioridades da agenda logística nacional.
Na avaliação do candidato, a expansão da economia tornou mais evidente um problema antigo: grande parte da riqueza produzida no Estado continua sendo transportada por caminhões, elevando custos, aumentando o fluxo de veículos pesados e acelerando o desgaste das rodovias.
“É inconcebível um Estado que produz tanto, que dobrou sua produção em dez anos, transportar tudo em caminhões”, afirma Azambuja.
Rio Paraguai como alternativa Uma das alternativas apontadas é ampliar o aproveitamento do Rio Paraguai como corredor de transporte.
Segundo Azambuja, intervenções em três pontos considerados críticos permitiriam melhorar a navegabilidade e dar maior regularidade ao transporte de cargas durante o ano.
Entre os locais citados está o Passo do Jacaré, próximo à ponte ferroviária no distrito de Porto Esperança, em Corumbá.
O assoreamento teria alterado o canal e dificultado a passagem dos comboios pelo vão central da estrutura.
Operadores da hidrovia reivindicam há anos intervenções no trecho.
A discussão ganha importância principalmente por causa da mineração em Corumbá.
Conforme os números apresentados pelo candidato, a produção mineral da região, que anteriormente estava na casa de 4 milhões de toneladas, alcançou 12 milhões e tem potencial para chegar a 30 milhões de toneladas.
“Hoje esse minério é transportado pela BR-262, que está sendo destruída.
Precisamos sair pelo Rio Paraguai”, afirma.
Azambuja defende estudos e intervenções ambientais que permitam manter a hidrovia operacional durante os 12 meses do ano, conciliando a necessidade logística com as exigências de preservação do Pantanal.
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