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Dia de festa, noite de terror: 43 anos da tragédia que fez rua de Pojuca virar fogo

A Tarde ·
Dia de festa, noite de terror: 43 anos da tragédia que fez rua de Pojuca virar fogo

Uma “criança-prodígio”: era desta forma que Pojuca era referida desde o século XVI.

Suas prósperas terras foram, por muito tempo, o legado mais vigoroso da pequena cidade que atualmente abraça mais de 32 mil habitantes.

Mas um dia de festa, que se tornou uma noite de terror mudou o destino do seu povo, em um dos incidentes mais tragicos da história da Bahia.

Terra originada por povos pataxós, Pojuca passou a vigorar essa fertilidade: exportava farinha de mandioca, melaço, açúcar mascavo e aguardente.

Décadas mais tarde, a cidade também foi agraciada com a abundância petrolífera, quando nos anos 50, foi-se descoberto a potência econômica industrial da cidade: era o início da nova era da “Princesinha do petróleo da terra do Brasil".Por muitos anos, era a 68 km da capital baiana, o lugar escolhido por aqueles que ansiavam dias de tranquilidade e prosperidade.

Um dia, entretanto, deu uma pausa nos momentos serenos, quando um incêndio atingiu a cidade e matou quase 100 pessoas.

Uma memória que ficou marcada para sempre na história dos mais de 10 mil pojucanos que viviam naquele dia 31 de agosto de 1983.Dia de festaSeria mais uma manhã de quarta-feira tranquila em Pojuca se três vagões de um trem da Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA) - carregados de gasolina e óleo diesel - que partiram da Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde, para o terminal Riachuelo, em Laranjeiras, em Sergipe, não tivessem descarrilados.Era rotineiro o barulho que faziam os trens quando passavam próximos das residências pojucanas - comumente abastecidos por matérias-primas e derivados.

Os trilhos da linha ferroviária, entretanto, como foram pormenorizadamente descritos em edições dos jornais da época como “dormentes apodrecidos, parafusos folgados e "dogs" enferrujados” foram o início de uma tragédia anunciada.No dia 31 de agosto de 1983, por volta das 7h30, moradores da Rua da Piedade, no bairro Cruzeiro, acordaram pelo estrondo causado pelo tombamento de um trem composto por uma locomotiva e 22 vagões-tanque, do tipo TCD, de 80 toneladas, que transportava gasolina (5 vagões) e diesel (17 vagões).Os vagões continham 135 mil litros de combustíveis e não demorou para que dezenas de moradores fossem atraídos pelo líquido que se esvaia dos tanques para o chão e se espalhava por toda a rua; era a chance de capturar um pouco do combustível para abastecimento de carros, estocá-lo e de vendê-lo pela cidade.Um trecho do livro Pojuca: O Arraial da Passagem, escrito pelo professor João Batista, com informações baseadas em uma edição do Jornal A TARDE, publicada no dia 2 de setembro de 1983, descreve o momento em que tudo começou:“A cidade, atônita e curiosa, correu para ver.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

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