Orçamento público e gênero: um desafio para o próximo governo
Em poucos dias, o Brasil escolherá quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos.
Encerrada a disputa eleitoral, outra começará quase imediatamente: a definição das prioridades do próximo ciclo político.
Com um novo governo e uma nova composição do Congresso Nacional , temas distintos disputarão espaço na agenda pública e, sobretudo, no orçamento.
Entre eles está a incorporação da perspectiva de gênero às escolhas orçamentárias do Estado.
À primeira vista, orçamento parece ser assunto apenas de números.
Receita, despesa, metas fiscais, contingenciamento e execução.
Tudo muito técnico, aparentemente impessoal e, sobretudo, neutro.
Mas orçamento nunca foi apenas matemática.
Escolher onde o Estado gasta é também escolher quais problemas serão enfrentados primeiro, quais políticas receberão prioridade e em especial quem, concretamente, será alcançado por essas decisões.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas É nesse contexto que se insere o chamado orçamento sensível a gênero.
A expressão pode sugerir a existência de um orçamento específico para mulheres ou a reserva de determinada parcela dos recursos públicos segundo o sexo de seus destinatários.
Não é disso que se trata.
A proposta é incorporar ao planejamento, à execução e à avaliação das despesas públicas uma pergunta relativamente simples: os recursos empregados pelo Estado atingem homens e mulheres da mesma forma? A pergunta é relevante porque políticas aparentemente universais podem produzir efeitos distintos sobre homens e mulheres.
A ampliação de vagas em creches, por exemplo, é uma política de educação infantil, mas seus efeitos não se esgotam aí.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.