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Pó de brita no lugar de cassiterita: como fraude levou PF a descobrir esquema e elo com Alexandre Pires

G1 ·
Pó de brita no lugar de cassiterita: como fraude levou PF a descobrir esquema e elo com Alexandre Pires

Alexandre Pires é alvo da PF em investigação sobre venda de cassiterita na Terra Yanomami Uma carga de pó de brita enviada a uma empresa estrangeira no lugar de cassiterita, em 2023, fez com que a Polícia Federal descobrisse um esquema de milionário de lavagem de dinheiro com a venda de minério extraído ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

A investigação tem como um dos alvos o cantor Alexandre Pires e dois irmãos empresários.

Eles foram alvos da segunda fase da operação Disco de Ouro II, deflagrada nesta quarta-feira (23).

Segundo a investigação, Alexandre Pires e uma empresa dele, produtora musical, receberam R$ 31 milhões de empresas apontadas como parte da organização criminosa.

O cantor e a empresa são suspeitos de terem sido usados para fracionar, ocultar e dissimular valores obtidos com a fraude.

Também foram alvos os irmãos Diego Possebon, apontado como principal articulador do esquema, e Matheus Possebon, que era empresário de Alexandre à época.

O cantor nega participação (leia a nota na íntegra abaixo).

A reportagem tenta contato com a defesa dos demais citados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Entenda: A cassiterita, também conhecida como "ouro negro", é o principal minério utilizado na produção de estanho, metal empregado na fabricação de diversos produtos, como latas de alimentos, peças automotivas, vidros e equipamentos eletrônicos, incluindo celulares.

Por ter alto valor de mercado e grande demanda da indústria, ela é frequentemente alvo de exploração ilegal.

Operação Disco de Ouro II mira esquema de lavagem de dinheiro com venda de cassiterira na Terra Yanomam, em Roraima Arte g1 LEIA TAMBÉM: Entenda o que liga Alexandre Pires à investigação da PF sobre venda ilegal de cassiterita da Terra Yanomami Alexandre Pires é alvo da PF em operação que investiga venda ilegal de cassiterita Empresários suspeitos de vender areia no lugar de minério são alvos de buscas da Polícia Federal no RS Empresa suíça comprou cassiterita e recebeu pó de brita As investigações da PF começaram após uma empresa suíça de comércio de metais apresentar uma notícia-crime, um pedido de investigação.

A empresa denunciou que o grupo, liderado por Diego Possebon, vendeu pó de brita como se fosse cassiterita e causou prejuízo estimado em US$ 48 milhões (cerca de R$ 247 milhões na cotação atual). 🔎 A brita, ao contrário da cassiterita, não é um minério.

Trata-se de uma rocha, como o granito, que é usada na construção civil, e tem um valor bem abaixo que o do "ouro negro".

A empresa suíça contratou, em 2021, uma empresa norte-americana para intermediar a compra de cassiterita.

Segundo a investigação, a suspeita é de que a intermediadora comercial já conhecia o mercado de mineração no Brasil e atuava no setor em parceria com Diego.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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