Paes volta ao jogo eleitoral e prepara ofensiva por Lula, após derrota para Ruas
Após um período de menor exposição política desde a derrota na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) começou a intensificar sua participação na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .
Nesta segunda-feira (19), o ex-prefeito publicou um vídeo em defesa do petista e anunciou que pretende divulgar, nos próximos dias, uma série de gravações destacando obras e projetos realizados na capital fluminense com apoio do governo federal.
A iniciativa marca uma nova etapa de sua atuação no segundo turno, depois de uma postura mais reservada nas semanas seguintes ao resultado das urnas.
Do outro lado da disputa, Douglas Ruas (PL) , que derrotou Paes na eleição estadual, não demorou a assumir o papel de cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL).
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Com carreatas, reuniões políticas e publicações frequentes nas redes sociais, o governador eleito busca retribuir o apoio recebido e fortalecer o palanque de Flávio no Estado, enquanto Paes, que se valeu menos do apoio de Lula na disputa estadual, começa a mobilizar seu capital político em favor do petista.
No vídeo divulgado nesta segunda-feira, Paes reconheceu a derrota eleitoral, mas afirmou que o resultado não deve interferir na capacidade dos eleitores de avaliar as opções para a Presidência.
“Na vida tem momentos que você ganha, tem momentos que você perde.
Perder uma eleição faz parte do jogo, não é bom não, mas faz parte do jogo”, disse.
O ex-prefeito procurou afastar sua defesa de Lula de uma identificação partidária com o PT.
Apresentando-se como um político de centro, lembrou que já teve divergências com o presidente e ressaltou que conviveu com quatro chefes do Executivo federal durante seus quatro mandatos à frente da capital fluminense.
“Eu posso afirmar aqui com toda a convicção do mundo, nenhum deles tem mais capacidade de ouvir, trabalhar em parceria e realizar do que o presidente Lula”, afirmou.
“Aliás, quem conhece bem minha trajetória sabe que lá atrás eu também não era nenhum pouco simpático ao Lula, muito pelo contrário.
Aliás, eu não sou petista, não sou lulista”, acrescentou.
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