Fachin começa a arquivar investigações relacionadas ao inquérito das fake news
O presidente do STF, Edson Fachin, começou a organizar o acervo que recebeu junto com a relatoria do inquérito das fake news, assumido por ele em setembro.
Nesta terça-feira, Fachin arquivou três casos relacionados e cobrou informações da PF em um quarto.
As ações eram conduzidas anteriormente por Alexandre de Moraes .
Um dos processos encerrados foi o que apurava se o pastor Silas Malafaia atuou para atrapalhar o andamento da ação penal que terminou por condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por golpe de Estado.
Malafaia chegou a sofrer busca e apreensão nesse caso, mas a PGR considerou que os elementos reunidos não foram suficientes para confirmar o seu envolvimento nos fatos.
Outra investigação arquivada mirava o jornalista Guilherme Fiuza por incitação ao crime e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Em relação ao primeiro crime, Fachin considerou que houve prescrição, já que o fato ocorreu em dezembro de 2025 e o prazo para punição é de três anos.
Continua após a publicidade Já sobre a segunda suspeita, a PGR concluiu que não havia provas de participação nos bloqueios de rodovias em novembro de 2022 ou nos atos golpistas de 8 de janeiro.
Fachin também arquivou um inquérito que investigou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o influenciador Paulo Figueiredo Filho, também por atrapalhar a ação penal da trama golpista.
Continua após a publicidade Nesse caso, contudo, já houve a apresentação de denúncia (e, no caso de Eduardo, condenação), então o encerramento foi uma formalidade.
O presidente do STF ainda questionou a PF sobre possíveis diligências pendentes em um inquérito que investiga se Bolsonaro vazou uma investigação sigilosa.
A investigação foi aberta em 2021, mas ficou praticamente paralisada nos últimos anos.
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