Como ensinar educação financeira aos filhos sem transformar o assunto em uma aula
Todo pai e toda mãe já chegaram, ou ainda irão chegar, àquela fase em que o filho (a) pede dinheiro para o lanche da escola.
Depois, vêm as saídas com os amigos: uma ida ao cinema, uma noite de boliche, uma volta no shopping ou um restaurante no fim de semana.
Na correria, a resposta pode ser automática.
Umas notas na mão do jovem, uma ligação para fazer um Pix na hora do pagamento ou um cartão emprestado.
O que muitas vezes passa despercebido é que cada um desses pedidos é uma chance de ensinar o seu filho a desenvolver consciência financeira no dia a dia.
LEIA MAIS: BTG Pactual cria ferramenta para ajudar famílias a desenvolverem autonomia e consciência financeira dos filhos desde cedo Educação financeira: como guiar seu filho na prática Você não precisa transformar a educação financeira em uma aula formal para ensinar seu filho a lidar com dinheiro.
Muitas vezes, o aprendizado acontece nas situações mais simples do cotidiano: quando ele administra a mesada, decide se compra algo agora ou guarda para depois e percebe as consequências das próprias escolhas.
É claro que orientar nas tomadas de decisões é válido, porém, utilizar conhecimento técnico demais pode dificultar um pouco as coisas.
Isso porque é muito mais efetivo fazer com que ele desenvolva essa consciência financeira colocando em prática.
Quando o jovem passa a cuidar do próprio dinheiro, mesmo que em valores pequenos, ele começa a construir hábitos e desenvolver uma relação mais consciente com o próprio consumo.
E é normal errar.
Pode ser que seu filho gaste a mesada em duas semanas, esqueça que a assinatura do jogo renovou ou faça um pagamento a mais sem perceber.
Faz parte, e é melhor que aconteça agora, com pouco dinheiro envolvido.
Para que esse aprendizado aconteça de forma prática, o ideal é que o jovem tenha um espaço próprio para movimentar o dinheiro , enquanto os pais continuam acompanhando de perto cada etapa do processo.
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