Consolidação de Flávio e Lula impede terceira via, diz Arko Advice
A consolidação das candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto para 2026 representa o principal obstáculo ao surgimento de uma terceira via no próximo pleito presidencial.
A avaliação é de Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, que analisou o cenário eleitoral ao WW .
Segundo Noronha, os demais candidatos que disputam espaço no debate público têm apostado em uma agenda mais propositiva, em parte por não estarem diretamente envolvidos em escândalos como o caso do INSS.
No entanto, a dificuldade de se posicionarem de forma relevante diante do eleitorado permanece “tremenda”.
Eleitorado cativo impede avanço de alternativas De acordo com Noronha, cerca de 80% dos eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro não demonstram disposição para mudar de voto.
“O nível de consolidação do Flávio e do Lula impede o surgimento dessa terceira via “, afirmou.
Leia Mais Tarcísio diz não enxergar espaço para terceira via e reforça apoio a Flávio Eleitor começou a olhar para uma terceira opção de voto, diz CEO da Nexus O saldo positivo e negativo das campanhas; veja destaques das convenções Para ele, esse bloqueio esvazia as candidaturas alternativas, ainda que estas venham ganhando alguma exposição por meio de entrevistas em veículos de comunicação.
Candidatos miram o futuro, não 2026 Noronha avaliou que algumas candidaturas parecem estar mais voltadas para 2030 do que para a eleição de 2026.
É o caso de Renan Santos (Missão) , que, na visão do analista, estaria focado em se tornar mais conhecido, fortalecer sua sigla e eleger uma bancada maior — hoje o partido conta com apenas um deputado, Kim Kataguiri, na Câmara.
Já Romeu Zema (PSD) foi descrito como o candidato mais “deslocado” entre as alternativas, mas que ainda assim deve insistir na candidatura para beneficiar o partido.
Noronha observou ainda que, nas entrevistas concedidas, Zema costuma citar nomes de candidatos do Novo, sinalizando um esforço de fortalecimento da legenda.
Para o analista, essas candidaturas sabem que a eleição está “muito difícil” para elas e que superar o bloqueio imposto por Flávio e Lula é uma tarefa árdua.
“Dificilmente a gente vai ter uma mudança nesse quadro para o segundo turno”, concluiu.
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