Venezuelanos e cubanos estão entre deportados para Libéria sob acordo de Trump, diz autoridade
MONRÓVIA, 20 Ago (Reuters) - Pessoas deportadas pelos EUA para a Libéria serão, em sua maioria, originárias de países da América Latina, incluindo Cuba e Venezuela, afirmou o ministro da Informação da Libéria à Reuters, enquanto as autoridades se preparavam para receber o primeiro voo de deportação nesta quinta-feira.
Um comunicado do governo na terça-feira informou que os deportados viriam de “países africanos e do Hemisfério Ocidental”, sem especificar quais, enquanto o Departamento de Estado não forneceu detalhes sobre as nacionalidades.
O ministro da Informação da Libéria, Jerolinmek Piah, disse à Reuters que “a maioria das pessoas é de países da América Latina. Algumas são da Venezuela, de Cuba, da Colômbia e de outros países”.
Ele afirmou que a Organização Internacional para as Migrações e a agência da ONU para refugiados ajudariam a prestar assistência a essas pessoas, como tem ocorrido em outras partes da África.
Na maioria dos casos, os deportados para países terceiros obtiveram proteção legal contra o repatriamento depois que juízes de imigração dos EUA determinaram que corriam risco de tortura ou outros abusos em seus países de origem.
Washington defendeu os acordos com países terceiros como legais, embora grupos de direitos humanos e ativistas tenham afirmado que os detalhes são obscuros e que muitos dos deportados acabaram sendo repatriados.
A Libéria informou na terça-feira que os deportados seriam recebidos “como hóspedes”, podendo partir quando quisessem e solicitar asilo na Libéria.
A Libéria disse que o primeiro voo, com chegada prevista para quinta-feira, transportaria 20 deportados. O país não forneceu informações sobre suas nacionalidades.
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