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China aceita 'moderar' suas exportações de veículos híbridos para a UE, segundo comissário europeu

UOL Notícias ·
China aceita 'moderar' suas exportações de veículos híbridos para a UE, segundo comissário europeu

O acordo foi anunciado após uma reunião em Pequim entre Sefcovic e o ministro chinês do Comércio, Wang Wentao, depois de meses de tensões crescentes entre as duas partes, alimentadas pelo forte déficit comercial europeu com a China e por acusações de práticas comerciais desleais.

O setor automotivo foi um dos principais temas das negociações, em um contexto marcado pela preocupação europeia com a chegada de veículos chineses de menor custo, que exercem forte pressão sobre os fabricantes do bloco.

Segundo Sefcovic, o entendimento permitirá "moderar as exportações chinesas de veículos híbridos e híbridos plug-in para a UE".

"Isso abre a perspectiva de reduzir em mais da metade as exportações chinesas" nos próximos quatro anos, declarou à imprensa.

A principal organização do setor automotivo europeu recebeu bem o acordo e o classificou como "um passo positivo para aliviar as tensões comerciais".

"É um primeiro passo crucial, mas apenas o primeiro no processo de reequilíbrio" comercial entre a UE e a China, disse Sefcovic, na mesma linha.

Também alertou que, caso o diálogo não produza resultados suficientes, Bruxelas recorrerá aos seus instrumentos comerciais para corrigir esses desequilíbrios.

No entanto, o gigante asiático advertiu que reagirá caso sejam adotadas medidas contrárias aos seus interesses.

O déficit comercial da UE com a China gira atualmente em torno de 1 bilhão de euros (cerca de 1,12 bilhão de dólares) por dia.

Como parte dos acordos alcançados, Pequim também aceitou aplicar tarifas reduzidas a uma série de produtos europeus, incluindo peças automotivas e azeite de oliva, entre outros, detalhou o comissário europeu.

Além disso, a China comprometeu-se a continuar facilitando a aprovação de licenças para matérias-primas consideradas estratégicas para diversas indústrias.

Embora ambas as partes tenham reconhecido a persistência de divergências, concordaram em manter o diálogo e realizar uma nova rodada de conversas em março.

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