Aliado de Flávio Bolsonaro, Milton Leite saía da cadeia para almoçar; MP acha R$ 200 mil com carcereiro
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), preso sob suspeita de envolvimento em um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público paulistano, saía da cadeia para almoçar fora e depois retornava à unidade prisional.
A informação foi confirmada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) à CNN Brasil nesta sexta-feira (16).
Um vídeo teria registrado a saída e o retorno do político, segundo o Ministério Público.
Um carcereiro também confirmou a informação aos investigadores.
As descobertas integram a Operação Custódia (In)Fiel, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para investigar regalias concedidas a presos na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
Durante a operação, os investigadores apreenderam cerca de R$ 155 mil e US$ 10 mil com um carcereiro suspeito de facilitar os benefícios.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles e confirmadas por outros veículos, aproximadamente R$ 150 mil e US$ 10 mil estavam na residência do funcionário.
Outros R$ 4 mil foram encontrados nos bolsos dele durante as buscas na cadeia.
Convertido em reais, o montante total supera R$ 200 mil.
A origem dos recursos e sua eventual relação com as regalias ainda são investigadas.
Também foram encontrados dois celulares na cela de Milton Leite, conforme revelou a Folha de S.Paulo.
Não foi esclarecido a quem pertenciam os aparelhos.
Milton Leite saía da cadeia para almoçar, segundo o Ministério Público De acordo com informações confirmadas pelo MPSP à CNN Brasil, as imagens que mostram o ex-vereador deixando a prisão e retornando após o almoço contribuíram para a decisão de realizar as buscas.
A emissora informou que não teve acesso à gravação.
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