Falha de implantação na FIV: entenda as causas e quando investigar
Imagem de magnific Para quem está em tratamento de fertilização in vitro , o momento da transferência do embrião carrega uma expectativa enorme.
Quando o resultado é negativo, a frustração é inevitável.
Quando isso acontece mais de uma vez, surgem dúvidas que pesam: por que o embrião não implanta? O que está errado? Existe algo a mais para se investigar e/ou tratar? Essas perguntas têm resposta — e entender o que está por trás da falha de implantação é o primeiro passo para seguir em frente com mais clareza e segurança.
O que é a falha de implantação? A implantação é o processo pelo qual o embrião se fixa na parede interna do útero, o endométrio, para dar início à gravidez .
Quando isso não acontece mesmo após a transferência de embriões de boa qualidade, chamamos de falha de implantação.
Um resultado negativo isolado não significa, necessariamente, que há um problema a ser investigado.
A reprodução humana tem suas limitações naturais, e nem mesmo em condições ideais a gravidez é garantida em toda tentativa.
O que indica a necessidade de investigação mais aprofundada é a repetição: de forma geral, considera-se falha recorrente quando há duas ou mais falhas de implantação em transferências de embriões de boa qualidade.
Por que isso acontece? A falha de implantação é multifatorial, ou seja, raramente tem uma única explicação.
As causas podem estar relacionadas ao embrião, ao útero ou a uma combinação de fatores.
Do lado embrionário, a causa mais comum são alterações cromossômicas.
Um embrião pode ter aparência perfeita ao microscópio e ainda assim carregar alterações genéticas que impedem seu desenvolvimento.
Esse risco aumenta com a idade materna, o que ajuda a explicar por que mulheres com mais de 35 anos tendem a precisar de mais tentativas e acima de 40 anos devem realizar biópsia e análise genética embrionária.
Do lado uterino, diversas condições podem interferir na receptividade do endométrio: inflamações crônicas, alterações anatômicas como pólipos ou miomas, desequilíbrios do microbioma uterino, entre outros.
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