Defesa de Flávio Bolsonaro tenta 4 vezes tirar caso de Dino e passar para Mendonça
A defesa do senador Flávio Bolsonaro pediu quatro vezes que a investigação sobre emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, saísse do ministro Flávio Dino e fosse para André Mendonça.
Após a queda do sigilo das ações relacionadas ao Banco Master , foi revelado que Flávio é investigado em supostos crimes no financiamento ao filme Dark Horse.
Entre as suspeitas de atos ilícitos, estão evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Os pedidos foram apresentados entre 3 e 29 de julho deste ano.
Duas solicitações foram encaminhadas ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) , Edson Fachin, e outras duas ao próprio Dino, segundo documentos.
Os advogados sustentaram que Mendonça deveria concentrar as investigações relacionadas ao filme por já ser relator de outros procedimentos envolvendo a produção e o financiamento obtido junto ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O ministro André Mendonça foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro .
Disputa pela relatoria Em um dos documentos, a defesa acusou a distribuição do caso a Dino de criar uma “prevenção artificial” para definir a relatoria.
“Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo.
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Flávio Dino para os fatos”, afirmaram os advogados.
Em outro pedido, a defesa argumentou que cinco de seis procedimentos relacionados à investigação já estavam sob a relatoria de Mendonça e que apenas um havia sido distribuído a Dino.
“Resta evidente que, dos seis processos autuados perante esse Supremo Tribunal Federal para requerer a instauração de investigações acerca do filme Dark Horse , apenas um deles, a Petição nº 16.070, não está sob a relatoria do Exmo.
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