Menina de 12 anos morre após tomar milkshake contaminado em cafeteria
Uma menina de 12 anos morreu após sofrer uma reação alérgica grave ao tomar dois goles de um milk-shake de chocolate com caramelo preparado em um liquidificador com resíduos de avelã, em uma cafeteria de Londres, no Reino Unido.Segundo informações da BBC, Mia Shay St Hilaire tinha alergia grave a nozes e estava visitando a tia e a irmã quando percebeu que a bebida poderia conter o ingrediente.
“Isso tem nozes”, alertou a menina a uma familiar.O milk-shake havia sido preparado no mesmo liquidificador usado cerca de 25 minutos antes para fazer uma bebida de "Kinder Bueno", sem a higienização adequada do equipamento.
O estabelecimento, chamado Pop Inn Cafe, fica no bairro de Southwark, na capital britânica.De acordo com o relato sobre o caso, Mia recebeu anti-histamínicos em uma farmácia, mas desmaiou ao chegar à casa da tia.
Ela foi levada ao Hospital Infantil Evelina, onde recebeu tratamento intensivo, mas morreu em decorrência de anafilaxia, uma reação alérgica grave e potencialmente fatal.
Inquérito identificou falhas A morte ocorreu em 30 de agosto de 2023, mas o inquérito sobre a morte de Mia só foi divulgado nesta semana.Segundo Briony Ballard, assistente do legista responsável pelo caso, imagens de câmeras de segurança mostraram que o proprietário da cafeteria, Baris Yucel, de 48 anos, não lavou o liquidificador antes de preparar a bebida consumida por Mia.O inquérito também apontou que o auto injetor utilizado durante a emergência administrou uma dose de adrenalina inferior à recomendada.
Ballard, no entanto, afirmou que a dose correta não teria evitado a morte da menina.Cinco dias após o episódio, uma inspeção no estabelecimento encontrou indícios de contaminação cruzada e informações inadequadas sobre alérgenos.Em janeiro de 2025, Yucel se declarou culpado de seis infrações relacionadas à segurança alimentar, incluindo falhas na comunicação sobre ingredientes alergênicos e no controle da contaminação.
Ele foi multado em 18 mil libras cerca de R$ 118 mil na cotação atual) e condenado a cumprir 100 horas de serviços comunitários.Família pede mudanças nas regrasOs pais de Mia, Adrian e Chanel, defenderam mudanças nas regras de segurança alimentar e afirmaram que a morte da filha evidencia os riscos associados à fiscalização insuficiente.“Nenhuma família deveria jamais perder um filho nessas circunstâncias”, disseram em comunicado.Tanya Ednan-Laperouse, fundadora da Fundação Natasha, criada após a morte de sua filha, também defendeu regras mais rigorosas para proteger pessoas com alergias alimentares.“Alergias alimentares não são uma questão de preferência ou escolha, são uma condição médica séria e imprevisível que, para alguns, como Mia, pode ser fatal”, afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.