Luigi Mangione deve se declarar culpado em processo federal, diz NYT
Luigi Mangione deve se declarar culpado amanhã em um processo federal em Manhattan ligado à morte do executivo Brian Thompson, em 2024. As informações foram publicadas pelo jornal The New York Times.
Mangione, 28, responde na Justiça Federal por perseguição (stalking) que resultou na morte de um executivo do setor de seguros de saúde. O caso pode levar a prisão perpétua, e a audiência marcada para sexta-feira ocorre no tribunal federal de Manhattan.
A acusação federal não é de homicídio, mas está conectada ao assassinato de Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare. Ainda não está claro de quais acusações Mangione vai se declarar culpado, e a decisão pode mudar até durante a audiência, segundo pessoas ouvidas pelo NYT.
Procurado, o time de defesa de Mangione não comentou as negociações. Em entrevista coletiva sobre outro tema, o principal promotor federal em Manhattan, Jamie McDonald, limitou-se a dizer: "Isso é tudo o que podemos dizer neste momento".
A possível confissão na esfera federal acontece a menos de um mês do julgamento estadual por homicídio. O processo no estado de Nova York está marcado para 8 de setembro e trata diretamente da morte de Thompson.
Impacto de um acordo federal sobre o julgamento estadual ainda é incerto. A defesa pode tentar derrubar as acusações estaduais com base no princípio que impede alguém de ser julgado duas vezes pelo mesmo crime, argumento que a Promotoria de Manhattan deve contestar.
A Promotoria estadual já sinalizou preocupação com um eventual acordo que enfraqueça o processo por homicídio. Em carta à Justiça, o promotor Joel Seidemann escreveu que "quaisquer declarações de culpa nesses assuntos precisam levar em conta a gravidade dos crimes do réu, a perda de uma vida inocente e o impacto desses crimes na família da vítima".
Mangione se declarou inocente até aqui em todas as acusações, tanto na esfera federal quanto na estadual. A defesa sustenta que os dois processos tratam dos mesmos fatos e escreveu em petição judicial: "As acusações estaduais e federais se relacionam a fatos idênticos".
As duas ações perderam acusações ao longo do caminho. Em janeiro, a juíza federal Margaret Garnett derrubou outras duas imputações no caso federal, incluindo uma que poderia abrir caminho para pena de morte em caso de condenação.
No processo estadual, um juiz também rejeitou uma acusação de terrorismo por falta de base legal. O magistrado Gregory Carro considerou as provas "legalmente insuficientes" e manteve, entre outras, a acusação de homicídio em segundo grau, com pena possível de 25 anos à prisão perpétua.
O caso virou motivo de atrito entre o Departamento de Justiça do governo Trump e a Promotoria de Manhattan, chefiada por Alvin Bragg. Segundo a reportagem, após a posse de Trump, o governo federal indicou que aceleraria o processo e chegou a anunciar que buscaria a pena de morte, enquanto as duas frentes passaram a disputar quem julgaria Mangione primeiro.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.