“Ela toma 26 remédios por dia”: a vida das crianças vítimas do zika vírus, dez anos depois
É sexta-feira na casa de Flávia Oliveira, de 31 anos, moradora de um conjunto habitacional de Salvador , na Bahia.
Ela reúne documentos e faz ligações da sala.
No quarto ao lado, está deitada, em uma cama hospitalar , sua filha de 10 anos, Jhulia.
“Ela está passando por uma intercorrência respiratória ”, conta a mãe à equipe de reportagem, enquanto chama a empresa de cuidados em domicílio.
Desde os 6 anos, a menina enfrenta crises graves de falta de ar , uma complicação comum entre crianças que compartilham seu diagnóstico de microcefalia , uma malformação craniana, causada pelo vírus zika quando ela ainda estava na barriga da mãe.
Flávia não esconde a aflição com o momento, mas sabe administrá-la.
“ A gente vira médica e enfermeira ”, diz.
“Nós temos que estar controladas para dar conta de tudo .
Não temos o direito de adoecer ”, desabafa.
Com pouco mais do que uma década de vida, Jhulia toma 26 remédios por dia .
Além disso, desde o seu nascimento, já passou por cirurgias no quadril, tratamentos para convulsões, procedimentos na bexiga e a instalação de uma sonda para se alimentar.
Logo depois da visita de VEJA SAÚDE , foi submetida a uma operação na coluna para descomprimir o pulmão e facilitar a respiração.
É que, como a condição afeta funções vitais , como inspirar o ar ou mastigar, mesmo quadros simples, como resfriados, podem gerar complicações severas.
Foi exatamente o que havia acontecido naquela sexta-feira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.