Dívida dos EUA passa de R$ 200 trilhões. Por que Trump não consegue frear a alta?
Trump defende avanço da economia e política de imigração A dívida do governo dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões (R$ 206 trilhões) nos primeiros 19 meses do segundo mandato de Donald Trump.
O número dá a dimensão do desafio que o presidente enfrenta.
O republicano voltou à Casa Branca prometendo reduzir gastos, diminuir o tamanho do governo e estimular a economia para colocar as contas públicas em ordem.
Até agora, porém, a dívida continuou crescendo. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Mas o problema não começou com Trump.
A dívida americana vem aumentando há décadas, sob governos republicanos e democratas.
Entre os fatores estão cortes de impostos, guerras, programas de estímulo à economia e, mais recentemente, o envelhecimento da população.
Em janeiro de 2025, Trump assumiu novamente a Presidência prometendo mudar essa trajetória, mas também ampliou os gastos e reduziu impostos.
O resultado é uma dívida cada vez maior e uma conta mais pesada para o governo. 🔎 Além de a dívida ter aumentado, o custo para financiá-la também subiu, à medida que os rendimentos de alguns títulos do governo americano chegaram aos níveis mais altos em quase duas décadas.
Especialistas em orçamento alertam que, sem mudanças, o governo poderá ser pressionado a tomar medidas politicamente impopulares, como aumentar impostos ou reduzir benefícios sociais, incluindo a Previdência Social.
“Não há nenhum cenário em que se possa analisar o histórico do presidente Trump, tanto neste mandato quanto no anterior, e declará-lo um sucesso fiscal”, disse Maya MacGuineas, presidente do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, um grupo de estudos de Washington.
Para ela, Trump não é o único responsável pela situação atual, mas ocupa um papel central por definir a agenda do governo.
“A maneira como chegamos a este ponto não foi culpa dele, mas o fato de estarmos nesta situação e de os parlamentares não terem feito nada para melhorá-la é culpa de todos eles, com o presidente claramente ocupando um papel central e definindo a agenda.” O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um evento para assinar uma ordem executiva sobre flexibilidade na vacinação em 10 de agosto de 2026 Kylie Cooper/Reuters Trump prometeu cortar gastos.
A dívida continuou subindo A promessa de reduzir o tamanho do governo esteve no centro da campanha de Trump.
Durante o primeiro ano do segundo mandato, milhares de funcionários federais foram demitidos e programas considerados pelo governo como desperdício foram eliminados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.