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Juros, risco fiscal e capital estrangeiro: o que pode mudar o rumo da Bolsa?

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Juros, risco fiscal e capital estrangeiro: o que pode mudar o rumo da Bolsa?

As ações do Magazine Luiza ( MGLU3 ) dispararam 24,18% no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições, em 5 de outubro, mas voltaram a sofrer forte pressão nesta semana, com quedas de 7,04% na terça-feira (13) e 4,49% na quarta-feira (14).

O movimento ocorreu em meio à recuperação das taxas dos juros futuros, após o recuo registrado na semana passada, e evidencia a sensibilidade de empresas ligadas ao consumo e das chamadas small caps às mudanças nas expectativas econômicas.

A pressão também apareceu na curva de juros.

Na quarta-feira (14), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 passou de 12,696% para 12,735% , enquanto o DI para janeiro de 2031 avançou de 12,473% para 12,540% .

No mesmo pregão, o Ibovespa recuou 0,18%, aos 206.505 pontos , afastando-se da máxima histórica de 209.713 pontos , registrada na última sexta-feira (9).

Para Rafael Perretti, economista e analista da Clear Investimentos , a perspectiva de novos cortes da Selic e a entrada de capital estrangeiro ajudam a explicar a recuperação recente das ações brasileiras, especialmente entre as companhias de menor capitalização.

“A gente abriu espaço para cortes de juros no nosso país, o que é extremamente favorável para as empresas cíclicas, principalmente as small caps”, afirma Perretti.

O especialista, entretanto, ressalta que o mesmo ambiente que favorece valorizações expressivas também pode ampliar as perdas caso as expectativas para os juros e as contas públicas se deteriorem.

Por que os juros futuros influenciam tanto as ações? Os contratos de DI negociados na B3 refletem as expectativas do mercado para as taxas de juros nos próximos anos, incorporando também prêmios de risco relacionados à inflação, ao cenário fiscal e às condições econômicas.

Quando essas taxas recuam, a perspectiva de financiamento mais barato tende a beneficiar empresas dependentes de crédito, consumo e expansão de suas operações.

Juros menores também elevam o valor presente dos fluxos de caixa projetados, o que pode tornar determinadas ações mais atraentes.

Esse efeito costuma ser mais intenso entre empresas cíclicas, como varejistas, construtoras e companhias com maior exposição à economia doméstica.

Gráfico diário do DI futuro para janeiro de 2028 (DI1F28) mostra a trajetória recente dos juros futuros e o repique das taxas nos últimos pregões.

Fonte: Nelogica.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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