Caso Isabelle Caracristi: Perícia revela lesões encontradas no corpo da jovem, e câmeras de segurança mostram últimas horas dela (Foto: Reprodução/ Instagram)
A morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil do Ceará após a jovem ser encontrada no pátio do condomínio onde morava com o namorado João Munhoz, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Segundo a Perícia Forense do Ceará (Pefoce), Isabelle apresentava lesões “compatíveis com o impacto contra o solo”. A causa e as circunstâncias da morte, ocorrida no último domingo (13), ainda não foram determinadas.
Exames toxicológicos não identificaram substâncias de interesse no corpo da universitária. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), quatro pessoas já prestaram depoimento. Outras quatro oitivas estão agendadas e imagens de câmeras seguem em análise.
Segundo Isorlanda, o relacionamento avançou rapidamente e Isabelle passou a permanecer cada vez mais na casa do namorado até decidir morar no local. A mãe afirmou que a situação lhe causava preocupação e recordou de uma consulta ginecológica, na qual acompanhou a filha. Ela falou que João apareceu no local e tentou entrar no consultório com Isabelle. “A médica até estranhou e perguntou: ‘É o marido dela?’. Eu disse: ‘Não’. Ele é só um recém-namorado” , contou.
Isorlanda também afirmou que se preocupou ao saber que João teria pedido para usar o cartão da jovem e falado em abrir uma empresa no nome dela. “Ela vem me falar uma coisa estranhíssima, que ele tinha pedido para usar o cartão dela. Que queria botar uma empresa no nome dela. Gente, eu enlouqueci” , declarou. Apesar dos questionamentos da família, segundo a professora, Isabelle estava apaixonada e se mostrava entusiasmada com a possibilidade de ter uma empresa com o namorado e construir sua carreira na advocacia.
Dias antes de morrer, Isabelle relatou dores no pescoço e decidiu passar o fim de semana com a mãe. No sábado (12), as duas foram ao aniversário de um familiar. No domingo, a estudante informou que iria a uma missa e a uma procissão com João e a mãe dele. Naquela noite, Isorlanda recebeu duas mensagens da filha. Em uma delas, Isabelle escreveu: “Mãe, eu te amo” . Depois disso, a professora não conseguiu mais contato com a jovem.
Na manhã seguinte, a mãe tentou procurar o namorado da filha e percebeu que estava bloqueada nas redes sociais. Preocupada, ela pediu que o irmão a acompanhasse até o condomínio e afirmou que só soube da morte ao chegar ao local. “Aí tive a notícia: ‘Dona Isorlanda, a sua filha morreu ontem à noite. E já está no IML’. […] O que aconteceu com a minha filha, que até hoje eu não sei? Por que vocês, essa família onde ela morava, não me avisaram da morte da minha filha? Por que não foram nem no enterro? Eu preciso de respostas” , desabafou.
De acordo com o relato, o namorado e a mãe dele não entraram em contato com a família nem compareceram ao velório ou ao enterro. O escritório onde Isabelle estagiou informou que ela trabalhou no local por “aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto” e pediu desligamento por razões pessoais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em hugogloss.uol.com.br — o conteúdo pertence a Hugo Gloss.