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Política

Ex-secretário de Recife foragido da Justiça vira ‘fantasma’ na campanha de João Campos

O Antagonista ·
Ex-secretário de Recife foragido da Justiça vira ‘fantasma’ na campanha de João Campos

O tema é visto com tanta preocupação pelos integrantes do PSB local pelos impactos na campanha do ex-prefeito da capital pernambucana

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A decretação da prisão preventiva do ex-secretário de Governo e Participação Social da Prefeitura do Recife João Guilherme de Godoy Ferraz, por decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, ocorrida na primeira semana de setembro, virou uma espécie de fantasma que ronda a campanha de João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco.

O tema é visto com tanta preocupação pelos integrantes do PSB local. Tanto que o partido se viu obrigado a acionar o Poder Judiciário a remover posts publicados por blogs locais que associavam a prisão preventiva do ex-secretário ao PSB, partido de Campos. Na decisão, o desembargador Luiz Gustavo Mendonça de Araújo entendeu que as postagens induziam o eleitor a pensar que João Guilherme era integrante da administração João Campos.

“A plausibilidade jurídica decorre da forma concreta pela qual determinadas publicações ultrapassam a situação individual do investigado e projetam sua carga negativa sobre o PSB, João Campos ou sua administração, ou alteram elementos temporais, funcionais e investigativos relevantes para a compreensão do acontecimento” , disse o magistrado, que complementou.

“Mostram-se relevantes as peças que utilizam o partido como elemento central de manchetes relacionadas a prisão e condição de foragido, que atribuem ao PSB uma ‘coleção de escândalos’ ou que associam visualmente João Campos a investigação e documentos judiciais sem individualização de conduta sua”.

O ex-secretário é considerado uma espécie de ‘homem-bomba’ do PSB. Ele é um dos principais investigados da chamada operação Barriga de Aluguel, desencadeada pelo Ministério Público Estadual de Pernambuco e hoje trancada por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

A operação investigava um suposto esquema de atas de registro de preços usadas como atalho para contratar empreiteiras pela prefeitura de Recife em mais de 600 equipamentos públicos. A suspeita do MPE é que parte dos recursos desviados tenha abastecido justamente a campanha de João Campos, embora o prefeito negue qualquer tipo de irregularidade.

O MPE investigava crimes como fraude, conluio em processos licitatórios e lavagem de dinheiro A Prefeitura do Recife aderiu a algumas atas e realizou contratações significativas, que alcançaram o patamar de mais de R$ 100 milhões segundo o Ministério Público Estadual.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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