Guinchos, mugidos e mais: as formas como os répteis se comunicam na natureza
Além de possuírem uma pele seca e escamosa, os répteis têm outra característica marcante: fazer barulho.
Urros, gritos, mugidos, guinchos e estalos fazem parte do dia a dia desses animais, que vão de jacarés a tartarugas.
Cada espécie produz um tipo de som, que tem funções específicas.
Historicamente, a ciência tendeu a focar mais na comunicação vocal de mamíferos e aves.
Novas pesquisas, no entanto, decidiram dar uma chance aos répteis – e perceberam que o barulho é uma importante forma de comunicação desse animais, com um papel mais central do que se pensava anteriormente.
Eles fazem parte do acasalamento, da comunicação com filhotes e de outros comportamentos.
Crocodilos e tartarugas emitem sons até mesmo quando estão dentro do ovo, sinalizando para a mãe e para os outros filhotes que um bebezinho está prestes a nascer .
Isso também ajuda a sincronizar o nascimento dos filhotes.
Esse mecanismo só foi identificado nas tartarugas no último século.
Continua após a publicidade Outro exemplo são os gaviais, muito presentes no norte da Índia.
Semelhantes aos crocodilos, eles são conhecidos pelo focinho extremamente longo (um dos maiores entre os crocodilianos), e pelos dentes que ficam à mostra com a boca fechada.
Os machos ainda possuem um relevo na ponta do focinho, que produz um zumbido que atrai fêmeas para o acasalamento e as ajuda a escolher quem será o melhor pai.
View this post on Instagram Continua após a publicidade Mais do que isso, os gaviais usam a protuberância (ghara) para sinalizar a presença de estranhos em seu habitat natural.
É um barulho sutil, semelhante ao estalo de uma rolha de garrafa sendo aberta, e que só foi estudado com profundidade em 2025.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.