Quando a emergência perde a confiança: por que o excesso de alertas por celular enfraquece Defesa Civil
Jordan Henrique de Souza é professor da Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
O texto a seguir foi originalmente publicado no site The Conversation , que reúne artigos escritos por pesquisadores.
Vale a visita.
Uma reportagem publicada recentemente no jornal mineiro O Tempo ensinou seus leitores a desativar alertas da Defesa Civil no celular.
Mais do que discutir a decisão editorial, o episódio levanta uma pergunta incômoda: por que alguém procuraria deixar de receber uma mensagem criada para proteger sua própria vida? Uma das respostas possíveis está em um fenômeno conhecido como alert fatigue , ou fadiga de alertas.
Ele ocorre quando avisos repetidos — pouco relevantes ou mal calibrados — começam a perder capacidade de chamar atenção e provocar uma resposta.
O problema não é alertar.
É preservar algo mais difícil do que a cobertura tecnológica: a confiança.
O que é “vibe coding”? O alerta chegou.
Mas produziu ação? O Brasil avançou na capacidade de disseminar avisos de emergência.
O Defesa Civil Alerta usa a rede de telefonia celular para enviar mensagens diretamente aos aparelhos compatíveis, conectados às redes 4G ou 5G, presentes em determinada área de risco, sem exigir cadastro prévio.
Continua após a publicidade O alcance, porém, não é sinônimo de efetividade .
Uma mensagem pode chegar ao aparelho e, ainda assim, não produzir qualquer mudança de comportamento.
Um estudo publicado em 2025 ajuda a entender o problema.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.