Chefe de inteligência de Israel ouviu a filha sendo morta em 7 de Outubro
“Eu levei um tiro”.
A frase da sargento Ofir Shoshani nas mensagens trocadas com os pais parecia resumir o que de pior podia acontecer no fatídico 7 de Outubro de 2023.
Mas o pior ainda estava por acontecer: terroristas do Hamas entraram nos aposentos de Ofir e a mataram na cama.
A mãe ouviu tudo, sem conseguir fazer nada.
Parece um episódio da Fauda, a sensacional série israelense que mostra agentes do Shin Bet, o serviço de segurança interna, especializados em se passar por palestinos em missões de tirar o fôlego.
A série é boa porque tem nuances e mostra a humanidade de todos os envolvidos – e a brutalidade também.
Sem contar, claro, os lances de tirar o fôlego, sempre envolvendo risco de vida para os personagens.
E risco de vida era no que pensava Mira Shoshani.
Como mulher com mais alta patente no Shin Bet, principal responsável por monitorar líderes do Hamas no exterior, ela sabia que era uma fonte valiosíssima de informações.
“Passou pela minha cabeça várias vezes que, se eu fosse levada para o cativeiro, eles teriam que me matar”, contou ela ao Canal 12.
Quando disse “eles”, estava se referindo aos israelenses e ao fato de que não poderiam correr o risco de que a chefe de divisão cedesse sob tortura.
A família Shoshani morava num kibutz bem próximo da fronteira com Gaza, chamado Kfar Aza.
A filha Ofir, de 22 anos, já tinha um aposento na ala dedicada aos jovens.
Pelas regras desse tipo de comunidade, inicialmente uma experiência radical de vida comunitária, aos 18 anos os moradores deixavam a casa dos pais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.