Preso, Milton Leite pede à polícia para ser levado ao hospital
Após mais de 30 horas foragido, ex-presidente da Câmara de São Paulo Milton Leite, do União Brasil, se entrega à polícia Jornal Nacional/ Reprodução Preso em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, o ex-presidente da Câmara Municipal da capital, Milton Leite, alegou neste sábado (19) que não está se sentindo bem e pediu para ser levado ao hospital.
Policiais vão levá-lo para um pronto-socorro em Mogi das Cruzes.
O pedido de atendimento médico ocorreu minutos antes da audiência de custódia de Milton Leite.
Por conta disso, ele não chegou a passar pela audiência, que deve acontecer de forma virtual.
"Estava na fila da custódia, mas passou mal e foi socorrido antes da audiência", informou uma fonte da investigação.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o que ele estaria sentindo nem sobre seu estado de saúde.
A audiência de custódia é o procedimento em que a Justiça avalia as circunstâncias da prisão e verifica, entre outros pontos, a necessidade de manutenção da prisão.
Investigação Leite se entregou à polícia na tarde de sexta-feira (18) em uma delegacia de Mogi das Cruzes.
Alvo de um mandado de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, ele estava foragido.
O ex-vereador é investigado pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, por suspeitas relacionadas à atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público da capital.
Segundo os investigadores, ele seria responsável diretamente pela operação de algumas empresas que estariam sob controle do PCC, além de ser o dono de fato da Transwolff.
Operação Vectura Corrupta Além de Milton Leite, o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, e o ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande, Danilo Marco Morgado Silva (PL), estão entre os nomes listados pela Polícia Civil dentro da operação Vectura Corrupta.
A ação foi deflagrada na quinta (17) para cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
Segundo a investigação, o grupo teria atuado em diferentes frentes, incluindo empresas de transporte, licitações, articulações políticas e financiamento de campanhas eleitorais.
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