Piso mínimo do frete: ANTT mira o bolso e o caminhão
A ANTT mudou o peso do piso mínimo do frete.
Até aqui, descumprir a tabela significava, no pior cenário, pagar multa e seguir rodando.
Com a decisão de abrir procedimentos para suspender empresas que descumprem a regra de forma reiterada, a infração passa a ameaçar algo muito maior: a continuidade da operação.
O risco deixou de caber na planilha de custos e passou a bater direto no faturamento.
A medida funciona assim: a suspensão cautelar, que é aquela aplicada antes do fim do processo para impedir que a irregularidade continue, pode durar de cinco a 30 dias.
Ela pode atingir a empresa que acumular mais de quatro autuações, em datas distintas, no período de seis meses, desde que os critérios previstos na legislação sejam atendidos.
Se houver reincidência depois de uma decisão administrativa definitiva, as consequências podem ser ainda mais severas.
Na prática, uma transportadora que fechou fretes abaixo do piso cinco vezes em seis meses, ainda que cada caso pareça pequeno, pode ficar parada.
Quem está mais exposto é a empresa que subcontrata sem controle.
Pense numa transportadora média que fecha o contrato com o embarcador, repassa parte das cargas para agregados e autônomos e deixa o preço ser definido pelo comercial, sem ninguém conferir o piso antes de fechar.
Cada repasse abaixo da tabela pode virar uma autuação, e as autuações se somam.
Quando o gestor percebe, o limite já foi ultrapassado.
O primeiro passo é revisar os contratos com embarcadores e as cláusulas de preço e reajuste.
Frete fechado sem considerar o piso, que varia conforme distância, tipo de carga e número de eixos, é frete que já nasce com risco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.