Diante de crise e 'chantagem' dos EUA, ONU corta 10 mil empregos, vê riscos para missões e pode deixar refugiados no Brasil sem assistência
ONU vive crise, corta 10 mil empregos e vê riscos em ações humanitárias Delmany Rodrigues tinha apenas 8 anos quando chegou ao Rio de Janeiro.
Ele e o irmão foram trazidos pela mãe, Dona Amélia, que decidiu deixar Angola para protegê-los do agravamento da guerra civil que aterrorizava o país.
O ano era 1994. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "A minha mãe tinha medo da rusga.
Eram carros militares com caçamba que levavam os meninos maiores.
Minha mãe sabia que mais cedo ou mais tarde a rusga podia levar seus filhos para a guerra.
As mães escondiam os filhos homens", relembra.
Mas a decisão de deixar Angola trouxe outros desafios para a família.
Apesar de pertencerem à classe média no país de origem, os três enfrentaram dificuldades financeiras no Brasil.
Ao decidir permanecer no Rio com os filhos, Amélia perdeu o emprego que tinha em Angola e precisou solicitar refúgio.
Foi no atendimento humanitário da Cáritas e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) que a família encontrou apoio para recomeçar.
Durante a infância e a adolescência, Delmany e o irmão receberam cestas básicas, material escolar e auxílio para pagar o aluguel.
Também tiveram acesso a medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a cursos de qualificação profissional.
Anos depois, bolsas de estudo abriram caminho para o ensino superior.
Delmany se formou primeiro em Educação Física, por meio de políticas públicas voltadas a estudantes de baixa renda.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.