Investigação que dividiu o CNJ terminou com punições a Hardt e desembargadores
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) levou pouco mais de dois anos para concluir uma investigação que, quando foi aberta, dividiu o próprio colegiado.
Em 4 de agosto, o Conselho aplicou a pena de disponibilidade por dois anos à juíza Gabriela Hardt e puniu desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) em razão da atuação na Lava Jato.
Na origem, o processo foi conduzido pelo então corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão.
Ainda em 2024, Salomão determinou o afastamento cautelar dos magistrados, instaurou inspeções extraordinárias e defendeu a abertura dos processos administrativos disciplinares.
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À época, em 2024, como relator das reclamações disciplinares abertas em desfavor dos magistrados, o corregedor nacional anexou aos autos o relatório da inspeção realizada na 13ª Vara Federal de Curitiba e nos gabinetes da 8ª Turma do TRF-4.
A investigação teve o objetivo de apurar possíveis irregularidades na condução de processos, principalmente os relacionados a acordos de leniência e de colaboração premiada.
A decisão pelo afastamento foi tomada em razão da “gravidade dos fatos e indícios levantados pela Corregedoria”.
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