Combate à corrupção: eleições 2026, o nosso mato sem cachorro
As últimas pesquisas de opinião vêm registrando reiteradamente que o tema mais relevante atualmente para os eleitores brasileiros é a solução da longa e crônica crise de criminalidade – e problemas afins de segurança pública – que nossa sociedade vem atravessando, em todas as regiões do Brasil de norte a sul, leste a oeste.
Em ano de eleições para presidente e governadores de Estado, o assunto esquenta ainda mais, e as promessas de entregar (o que nunca foi entregue por ninguém) se proliferam, em forma de bravatas, fanfarronices e planos invariavelmente inconsistentes e/ou inexequíveis.
Esse anseio – hoje quase um sonho – da nossa população é certamente de conhecimento dos candidatos ao Palácio do Planalto.
Mas, pelo andar da carruagem, essa demanda, ao que parece, não será atendida tão cedo.
E o mais insólito – e contraditório – dessa situação, é que a sociedade será frustrada nesse seu maior desejo, por conta das suas próprias escolhas eleitorais, a serem manifestadas nas urnas, em outubro próximo.
Isso porque, se houver a consolidação – no segundo turno – dos dois candidatos que hoje lideram as pesquisas de intenções de voto – o presidente Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro – não haverá absolutamente nada que nos autorize – nem de longe – a acreditar que não vamos seguir patinando no enfrentamento a esses níveis insustentáveis de criminalidade.
Continua após a publicidade Tudo indica que a nossa angustiante crise de segurança pública terá ainda de aguardar mais longos quatro anos para que alguma medida séria seja desenhada e colocada em prática – quiçá pelo mandatário que assumir após o pleito de 2030.
Não podemos tapar o sol com a peneira: nenhum dos dois, nem Lula nem Flávio, tem autoridade moral para comandar o necessário enfrentamento à macrocriminalidade e, principalmente, à corrupção sistêmica e ao crime institucionalizado que corroem nossas instituições.
Continua após a publicidade Quanto a Lula, não há um só problema crônico hoje no Brasil que não encerre um pouco da sua responsabilidade, seja por ação ou omissão.
E a crise de criminalidade não deixa de ser um desses problemas, e certamente um dos mais complexos e deletérios de todos eles.
Tudo, ou bem ou mal, passou por ele… Não podemos esquecer que dos últimos 24 anos Lula e/ou o PT – Partido dos Trabalhadores – governaram por pelo menos 18 anos.
Se a crise se avolumou e se prolongou por todos esses anos em que Lula esteve à frente do país, nada nos faz acreditar que no próximo mandato ele faria algo diferente, até porque Lula – e principalmente o PT – não tem cacoete nem DNA de combater a criminalidade, e não seria agora, num possível governo “Lula IV” que o presidente se tornaria um paladino da justiça, colocando o enfrentamento à criminalidade como prioridade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.