Estudo no RS tenta entender quais adolescentes têm maior risco de depressão; saiba como funciona
Estudo no RS tenta entender quais adolescentes têm maior risco de depressão Uma pesquisa conduzida no Rio Grande do Sul identificou formas de apontar, ainda na adolescência, quais jovens apresentam maior vulnerabilidade à depressão nos anos seguintes.
O estudo teve repercussão científica internacional e resultou no desenvolvimento do IDEA-RS (Identifying Depression Early in Adolescence Risk Score), uma ferramenta de avaliação baseada em variáveis sociodemográficas e psicossociais. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O método utiliza informações sobre o contexto de vida dos participantes e dados biológicos para estimar o risco de um adolescente desenvolver depressão nos três anos seguintes, mesmo sem apresentar sintomas no momento da análise.
O trabalho foi coordenado pelo psiquiatra Christian Kieling, diretor da Unidade de Pesquisa em Saúde Mental do Hospital Moinhos de Vento e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
"A adolescência é um período de vulnerabilidade para o surgimento de transtornos mentais, como a depressão, como a própria ansiedade também", explica Kieling.
A ferramenta criada pelos pesquisadores considera 11 variáveis relacionadas tanto às características pessoais quanto às experiências vividas pelos adolescentes.
Entre elas estão: sexo; qualidade das relações familiares e de amizade; uso de drogas; histórico de fuga de casa; vivências de abuso ou negligência.
Para desenvolver o modelo, os pesquisadores analisaram aspectos do ambiente familiar e das condições sociais dos jovens e cruzaram essas informações com resultados de exames, como análises de sangue e imagens cerebrais.
A combinação dos dados permitiu estimar a probabilidade de surgimento da doença.
Estudo no RS tenta entender quais adolescentes têm maior risco de depressão Reprodução/RBS TV Resultados Os resultados chamaram a atenção dos cientistas.
Entre os adolescentes apontados como de maior risco, 44% desenvolveram depressão ao longo de três anos.
Já no grupo classificado como de baixo risco, nenhum caso foi registrado no mesmo período.
Uma das participantes do estudo foi Emanuele Moura, hoje estudante de Medicina.
Ainda no Ensino Médio, ela se encaixou nos critérios avaliados pela pesquisa e buscou ajuda profissional ao compreender melhor os sintomas que enfrentava.
Emanuele relata que passou por terapia cognitivo-comportamental e, durante a transição da adolescência para a vida adulta, também utilizou antidepressivos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio Grande do Sul.