Haddad critica 'seletividade' de quebras de sigilo da PF e diz que Flávio Bolsonaro é protegido
O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou hoje o que considera ser "seletividade" nas quebras de sigilos das operações da Polícia Federal que envolvem o escândalo do Banco Master.
"Se é para expor, expõe tudo, sem seletividade", disse Haddad em coletiva de imprensa na cidade de Santos, antes de um ato de campanha. O petista insinuou que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estaria sendo "preservado" por essa seletividade.
"Não consigo entender por que o processo do Flávio segue em sigilo. Nós vamos decidir o destino do Brasil dia 4 de outubro, e um dos envolvidos no escândalo do Banco Master é candidato a presidente. Ele está até o pescoço envolvido em todos os escândalos recentes e tem o seu sigilo mantido. Eu pergunto, por quê? Ele é melhor que os outros senadores ou que o ministro Supremo? Por que ele está sendo preservado? Até quando ele será protegido?", questionou.
O grupo pede que o presidente do STF , Edson Fachin, leve ao plenário o levantamento do sigilo de três procedimentos sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro . Os casos apuram aportes do banqueiro Daniel Vorcaro intermediado por Flávio Bolsonaro.
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